Tuesday, March 13, 2012

jello biafra and the guantanamo school of medicine - the audacity of hype [2009]

the audacity of hype é uma paródia com o nome do livro que barack obama lançou em 2006: the audacity of hope. acho dead kennedy's muito foda e jello biafra um baita de um frontman. numa conversa com amigos fiquei sabendo que ele estará fazendo show aqui em sampa no próxima dia 24 de março com sua banda jello biafra and the guantanamo school of medicine. esse álbum é de 2009 e contou com billy gould do faith no more no baixo. ano passado lançaram o segundo: enhanced methods of questioning. eu já tô fazendo um esquenta.

track listing: 1. the terror of tinytown / 2. clean as a thistle / 3. new feudalism / 4. panic land / 5. electronic plantation / 6. three strikes / 7. strength thru shopping / 8. pets eat their master / 9. i won´t give up

jello biafra and the guantanamo school of medicine
24 de março de 2012 - sábado às 19h
local: beco 203 sp (rua augusta, 609)
segundo lote: 80 pilas

Monday, March 12, 2012

bar do alemão de bike

bar do alemão? se me conhece, já deve ter ouvido falar. olha aqui o rolezinho que fizemos pra lá nesse domingo. cheers!


chavedebocabikers.blogspot.com

Saturday, March 10, 2012

pedalar pelado. por quê?

a história do world naked bike ride é muito interessante. em 2004, tanto no canadá como no espanha, aconteceram eventos similares na mesma época, o inconsciente coletivo que tinha vontade de expor o corpo frente a essa indecência que é a política de transporte urbano. é com essas palavras que renata falzoni abre essa matéria sobre a pedalada pelada. nos vídeos, histórias interessantes de pessoas que adotaram a bicicleta como meio de transporte e a experiência de mostrar o corpo na frente de um monte de câmeras, jornalistas e dos próprios amigos. além da reação da polícia. assista esses dois vídeos que tirei do site bicicleteiro.org e entenda as razões da pedalada pelada.


Wednesday, March 07, 2012

subversão em duas rodas

subversão. não pense que vou falar de vandalismo, de revolta gratuita, de inconformismo barato. se você pensa assim, está longe de entender o ponto de vista que vou colocar aqui. vivemos em sociedade. o homem é um ser social. se relaciona. essa sociedade é composta de toda uma estrutura e hierarquia de autoridades: governo, polícia, família, escola, religião e por aí vai. esse é o tal do sistema no qual vivemos. qualquer ato subversivo tem como objetivo destruir as bases da fé que temos no status quo, no atual estado de coisas, no sistema. é um ato de não-conformismo e a história tá cheia de exemplos de que isso muitas vezes não é em vão. a bicicletada é um ato subversivo. é óbvio que no meio das cerca de 500 pessoas que compareceram na bicicletada nacional de ontem, que aconteceu em várias cidades do brasil e até em caracas na venezuela, muitos pensam de maneira diferente. o protesto sobre duas rodas de ontem teve todos os elementos que gosto de ver numa bicicletada: die-ins (ciclistas deitados no chão com suas bikes para simbolizar acidentes e ciclistas mortos no trânsito) bike lifts (levantar a bike no ar com as mãos) pintura de "bicicletinhas" no asfalto (que é de obrigação da cet, como rege o artigo 24 do código de trânsito brasileiro). nos momentos do corking (que é bloquear os semáforos até que todas as bikes passem) os ciclistas aproveitaram para entregar panfletos e flores. você só vai saber o que é estar num evento desse, indo. subversão em duas rodas. e o trânsito? o trânsito somos todos nós.

Wednesday, February 29, 2012

para os pedaleiros

procurando uns parceiros pra pedalar? dá uma olhada no blog do chave-de-boca. tem um rolezinho pra conhecer a ciclofaixa da zona norte nesse domingo. às vezes quem tá iniciando fica com receio de não aguentar e essas coisas mas aqui não é o caso. o rolê é bem suave, devagar, só pega uma subidinha boba já chegando na zona norte, mas é coisa pequena, qualquer coisa é só descer da bike como todo mundo faz quando começa a pedalar. segue o flyer pro rolê em questão. (mas continua descendo que tem mais).


dia 9 de março tem bicicletada que é sempre bacana. essa no caso é a bicicletada zona leste. a galerinha se encontra na praça silvio romero, uma papo jogado fora aqui, uma breja pra esquentar ali e uma pedalada sem destino fixo pelas ruas da zona leste. saiba mais sobre o movimento acessando o link.

e praqueles mais animados, já no dia 10, sábado à noite tem world naked bike ride, ou pedalada pelada como dizemos aqui. o movimento tem toda uma razão. veja o link também. uma coisa é: diversão na certa. 

Monday, February 27, 2012

a revolução dos bichos - george orwell (1945)

o título original em inglês é animal farm, em portugal é chamado de o porco triunfante, o triunfo dos porcos ou a quinta dos animais. considerado um dos melhores livros em língua inglesa. esse é daqueles que você lê numa sentada. por conta disso, foi um dos poucos livros que li mais de uma vez. no blog literatura fantástica tem uma crítica muito legal. muito mais do que uma condenação ao socialismo, como gostam de dizer, é uma critica à natureza essencialmente egoísta de nossa própria espécie.

veja também: nineteen eighty-four - george orwell (1948)

Sunday, February 26, 2012

teresa filósofa

era comum, e creio que ainda exista, casos de pessoas que escreviam livros e compartilhavam somente com amigos ou publicados clandestinamente com pseudônimos. a autoria, secreta, desse clássico da literatura erótica hoje é atribuída ao senhor jean baptiste de boyer, o marquês d'argens, nascido em 1704 e morto em 1771. o livro é divertído, com personagens cínicos e cheio de erotismo, como é de se esperar. thumbs up!

Friday, February 24, 2012

nineteen eighty-four - george orwell (1948)

se há uma verdade ela é: não julgue um livro pela capa. tempos atrás alguém falou desse livro, me emprestou e na estante ficou por anos. toda vez que pegava - exatamente essa capa ao lado - eu não tinha interesse nenhum em ler. isso mesmo, puro preconceito que já não tenho mais com capas de livros. o livro em questão, 1984, simplesmente foi um marco pra mim. à época, me revelou muitas coisas, mudou minha visão em relação ao mundo e minha vida, sem exageros. não sei se o leria novamente, acho que não. já tentei, em inglês, mas não foi. a coisa é que o mundo que te cerca é cheio de referências a essa obra-prima da literatura. não deixe de ler e se revolte também. um pouco de revolta não faz mal a ninguém. 

1984 retrata o cotidiano de um regime político totalitário e repressivo no ano homônimo. wilson smith, um homem com uma vida aparentemente insignificante, que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime através da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo esteja sempre correto no que faz. smith fica cada vez mais desiludido com sua existência miserável e assim começa um rebelião contra o sistema. o romance fala sobre liberdade individual, sobre governos controlando e fiscalizando a vida dos cidadãos e apesar de ter sido escrito em 1948, é bem atual. muitos termos e conceitos do livro estão hoje em dia no vernáculo popular, como a palavra big brother.

Thursday, February 23, 2012

brave new world - aldous huxley (1932)

aproveitando o gancho do post anterior onde falei do brief candles, coloco aqui outro livro de huxley. li pela primeira vez em inglês, em tempos onde ainda engatinhava no estudo da língua, creio que era até uma versão adaptada. depois re-li em português. é um livro incrível. se literatura é a sua vibe, leia. eu mesmo estou pensando em ler novamente um original, em inglês, que parou em minhas mãos. segue a descrição tirada do wikipédia.

admirável mundo novo narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizadas por castas. a sociedade desse "futuro" criado por huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". as crianças tem educação sexual desde os mais tenros anos da vida. o conceito de família também não existe. 

algumas referências ao livro em outras artes:

- a música admirável chip novo, da pitty, cita, de forma subjetiva, várias idéias contidas na obra de huxley.
- a música admirável gado novo, de zé ramalho, é obviamente um trocadilho com o nome do livro.
- o iron maiden tem uma música e um álbum com o nome do livro e traz na capa do álbum uma londres do futuro baseado na descrição de huxley.
- a banda strokes tem uma música chamada soma, que faz alusão à droga descrita no livro.

mais alguma referência que você conhece?

Wednesday, February 22, 2012

brief candles - aldous huxley (1930)

brief candles (fogo fátuo, em português) é de 1930 e consiste em quatro short stories. bem difícil encontrar em português, mesmo em sebos. então, se você tem uma boa leitura em inglês nem pense duas vezes. além, é claro, de ser bem melhor sem essas interferências de tradução. depois da leitura de o amor nos tempos do cólera de garcía márques, entrei numa fissura de ler outros livros dele. enquanto procuro o próximo vou postar aqui alguns livros que foram inesquecíveis de outras épocas de quando nem tinha esse blog. pra quem não sabe, huxley é o autor de brave new world (admirável mundo novo) do qual falarei em outra postagem. huxley também escreveu the doors of perception, onde relata suas experiências depois de ter usado mescalina durante uma tarde. foi daí que a banda the doors tirou seu nome. a arte influenciando a arte. já o nome do livro em questão foi tirado de macbeth, de shakespeare, que merece destaque:

"Out, out, brief candle! Life's but a walking shadow, a poor player that struts and frets his hour upon the stage and then is heard no more: it's a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing."

Tuesday, February 21, 2012

o amor nos tempos do cólera (1985)

"... e se assustou com a suspeita tardia de que é a vida, mais que morte, a que não tem limites".

um romance irresistível sobre o amor, a velhice e a morte. um dos melhores livros que já li. os personagens juvenal urbino, florentino ariza e fermina daza nunca serão esquecidos por mim. gabriel garcía márquez tem o domínio da palavra certa, um prodigioso talento narrativo e uma incrível capacidade da manter aceso o interesse e a emoção do leitor em meio a um emaranhado de histórias no qual corre o fio da narrativa fascinante de um amor que desabrocha quando nada mais se espera da vida.

Tuesday, February 14, 2012

o amor nos tempos do cólera [#2]

continuação de o amor nos tempos do cólera [#1]

antes uma observação: o desfecho ocorrerá somente na parte #3. isso se eu lembrar. porque quase esqueci de postar aqui a sequência abaixo. que preguiça. mas agora que começou, vai.

em tempo: se fosse compartilhar cada trecho que gosto desse livro, teria que digitá-lo todo aqui. é fascinante, mesmo.

bom, sem mais delongas, lá vai. sem imagens dessa vez.

Começou com a simplicidade da rotina. O doutor Juvenal Urbino tinha voltado ao quarto, nos tempos em que ainda tomava banho sem ajuda, e começou a se vestir sem acender a luz. Ela estava como sempre a essa hora em seu morno estado fetal, os olhos fechados, a respiração tênue, e aquele braço de dança sagrada sobre a cabeça. Mas estava meio desperta, como sempre, e ele estava sabendo. Depois de longos rumores de linhos engomados na escuridão, o doutor Urbino falou consigo mesmo:
- Faz uma semana que estou tomando banho sem sabonete - disse.
Então ela acabou de acordar, lembrou, e rolou de raiva contra o mundo, porque na verdade tinha esquecido de substituir o sabonete no banheiro. Tinha notado a falta três dias antes, quando já estava debaixo do chuveiro, e pensou em botar o sabonete depois, mas esqueceu o assunto até o dia seguinte. No terceiro dia tinha ocorrido o mesmo. Para dizer a verdade, não tinha se passado uma semana, como ele dizia para lhe agravar a culpa, e sim três dias imperdoáveis, e a fúria de ser apanhada em falta acabou de enraivecê-la. Como de costume, se defendeu atacando. 
- Pois tenho tomado banho todo o santo dia - gritou fora de si - e sempre tem havido sabonete.
Embora ele conhecesse de sobra seus métodos de guerra, desta vez não pôde suportá-los. Foi morar a um pretexto profissional qualquer nos quartos de internos do Hospital da Misericórdia, e só aparecia em casa para trocar de roupa ao entardecer antes das consultas a domicílio. Ela ia para a cozinha quando o ouvia chegar, fingindo qualquer afazer, e ali permanecia até escutar vindos da rua os passos dos cavalos do carro. Cada vez que procuraram resolver a discórdia nos três meses seguintes, só conseguiram atiçá-la. Ele não se dispunha a voltar enquanto ela não admitisse que não havia sabonete no banheiro, e ela não se dispunha a recebê-lo enquanto ele não reconhecesse ter mentido de propósito para atormentá-la. 

to be continued...

Thursday, February 09, 2012

o amor nos tempos do cólera [#1]

já digo de antemão, as palavras que seguem foram retiradas do livro ao lado. um trecho interessante onde gabriel garcía márquez descreve um acontecimento trivial da vida em comum que quase terminou com uma relação de meio século. a maneira de contar, o tom que ele dá aos personagens e todo o desfecho simples desse acontecimento é umas das várias possíveis respostas à pergunta "o que é arte". é também uma amostra do que os estudiosos da arte das letras chamam de realismo. estou escrevendo aqui como alguém que compartilha uma música. vou dividir em partes, pra evitar a fadiga.

Não havia ninguém mais elegante do que ela para dormir, com uma postura de dança e a mão sobre a testa, mas também não havia ninguém mais feroz quando lhe perturbavam a sensação de se crer adormecida quando já não estava. O doutor Urbino sabia que ela permanecia ligada ao menor ruído que ele fizesse, e que inclusive teria agradecido a ele, para ter em quem botar a culpa de acordá-la às cinco da manhã. Tanto era assim que nas poucas ocasiões em que tinha de tatear nas trevas por não encontrar os chinelos no lugar de sempre, ela dizia logo numa voz de quem está entre dois sonhos: "Você deixou os chinelos no banheiro ontem à noite." Em seguida, com a voz desperta de raiva, amaldiçoava:
- A pior desgraça desta casa é que não se pode dormir.
Então rolava na cama, acendia a luz sem a menor clemência para consigo mesma, feliz com sua primeira vitória do dia. No fundo era um jogo de ambos, mítico e perverso, mas por isso mesmo reconfortante: um dos muitos prazeres perigosos do amor doméstico. Mas foi por causa de um desses brinquedos triviais que os primeiros trinta anos de vida em comum estiveram a ponto de se acabar porque um certo dia faltou sabonete no banheiro.

(to be continued)

Wednesday, February 08, 2012

para mercedes, é claro.

o título dessa postagem é a dedicatória de gabriel garcía márquez em o amor nos tempos do cólera. esse é claro depois da vírgula tem uma força instigante incrível. uma palavra simples mas usada no momento certo, no lugar certo. isso é a arte das letras. nunca tinha lido nada de gabriel garcía márquez e estou boquiaberto com a capacidade de contar uma história que esse cara tem. el amor en los tiempos del cólera, título original em espanhol, fascinante!

Monday, February 06, 2012

e aí seus maloqueiros, vamos? 1 ano de chave-de-boca

pneu slick 1.5 pra render mais no asfalto, pedivela e pedal novo, trocador de marcha mais eficiente. agora só falta arrumar uns loucos pra andar de bike comigo. foi assim que decidi postar essa foto no facebook e marcar alguns amigos que já andavam de bike pra fazer um rolê legal. o dilei já pedalava e tentava me convencer a investir uma grana legal (leia-se mais de 2 mil reais) e montar uma speed pra sair nos rolês com ele. mas eu não tinha a grana legal e acho que nem gastaria isso numa bike. já tinha essa que havia comprado da irmã do hugo por 100 pilas, que diga-se de passagem, foi convencida a me vender por esse preço depois de muita barganha de minha parte. não foi fácil, mas um dia cheguei com as duas notas de 50 e o cheiro da grana num momento de fraqueza e vacas magras me ajudaram na empreitada. demorou cerca de 1 ano pra eu dar um upgrade na bike, mas assim que resolvi me mover, fui dar uma volta no parque ecológico do tietê e tirei essa foto aí de cima. além do dilei, foram marcados na foto mais outros amigos, de diferentes lugares. ricardo, felipe ometto, jair, dan e leon. aí é aquela história, um que lembra de outro e a massa foi engrossando. hugo, priscila, waltiér e ivan. e foi assim que saímos todos às 10 da noite de uma sexta-feira rumo ao centro de são paulo. o resto é história conhecida no grupo. meu pedal saiu da pedivela, ninguém tinha uma chave-de-boca e taí o porquê do nome do grupo. a coisa é que eu nem imaginava que isso ia dar em quase 40 rolês naquele ano. e muito menos imaginava que quase todos seriam feitos de domingo de manhã. confesso, até hoje isso pra mim é difícil. mas vamos lá. pedalar é revigorante. cura a ressaca. mas isso não tem nenhuma embasamento científico. não vá por mim. mas fato é que me ensinou a beber menos, pelo menos aos sábados. hábitos não tão saudáveis a parte, nesse último ano minha resistência física aumentou e através da bike conheci inúmeras outras pessoas. seria injusto em não falar que o grande responsável pelo sucesso dessa brincadeira é o meu grande amigo marcos. ele que organiza, que manda email pra todos, que mantém o blog atualizado. sem o marcos nessa história e seu grande senso se organização e boa relação com os outros o chave-de-boca teria sido somente uma brincadeira de verão. sem esquecer os inúmeros outros que vieram nesse tempo e que conferem ao grupo uma dinâmica muito legal. adriana, patrícia, érika, riberto, janaína, gigi, paulinho, rui, cabelo, gerson e por aí vai. e eu continuo seguindo como comecei: e aí seus maloqueiros, vamos?
noite quente. aniversário de 1 ano do chave-de-boca.

Friday, February 03, 2012

um rolê e um nome

1 ano atrás alguns amigos e eu saímos num rolê noturno de bike partindo do metrô vila matilde em direção ao centro de são paulo. alguns já estavam pedalando, outros voltaram a pedalar exatamente naquele dia depois de anos sem montar na magrela. saí pedalando do danfer com o hugo, ivan e dan. quer dizer, o dan teve que ficar porque seu pneu furou bem na porta da minha casa. não tínhamos o que fazer, estávamos totalmente despreparados e ele acabou desistindo. encontramos com o resto da turma na passarela do metrô vila matilde. ometto, dilei, waltiér, jay, leon, ricka e pri. no caminho, na região do brás meu pedal saiu da pedivela e para surpresa de todos, ninguém tinha uma chave-de-boca. seguimos ao nosso destino, comemos um lanche no estadão no centro de são paulo. o batismo veio no dia seguinte quando jay sugeriou o nome chave-de-boca. a brincadeira faz 1 ano amanhã e no flyer tosco (costume do grupo) segue as informações do rolê de aniversário. go, go.

Wednesday, February 01, 2012

o jardim de cimento - ian mcewan [1978]

mais um livro da pilha dos livros que não ia ler. acabei pegando e fui até o final. não conhecia o escritor ian mcewan e a leitura de o jardim de cimento não me instigou a procurar outros livros dele. o título original é the cement garden, e se você lê em inglês acho que vale a pena tentar. esse entra no esquema escambo de livros, topo uma troca. segue a descrição:

Já neste seu primeiro romance, Ian McEwan revelava as características que o confirmariam como um dos maiores escritores ingleses de sua geração: o domínio técnico, a linguagem seca, narrativa de forte apelo visual, guinadas surpreendentes. Mesclando elementos da tradição gótica inglesa a um enredo sem qualquer tipo de devaneio lírico, o autor constrói uma experiência literária áspera e visceral: após a morte dos pais, quatro crianças encerram-se no minúsculo mundo do lar, entregando-se a todo tipo de sensações e descobertas bizarras. Com o tempo, passam a mimetizar os papéis dos adultos ausentes, criando uma nova estrutura familiar que desaba quando a irmã mais velha leva um estranho ao núcleo fraterno. É só o começo de um inferno existencial para o qual não haverá saída.

Sunday, January 29, 2012

burnt out surfin' and skatin' motherfuckers

pra quem curte um bom rock californiano do final dos anos 80 e se liga nessas paradas de grafite e skate. se você gosta do gênero thrash punk metal, vai pirar nesses caras. excel foi formado em 83 e tinha na guitarra o maluco adam siegel que em 90 gravou o primeiro álbum do infectious grooves: the plague that makes your booty move... it's infectious grooves. viva a internet!
lindo grafite no mais clássico wild style.

Tuesday, January 24, 2012

bicicletada paulista de janeiro


mas um flyer tosco feito no paintbrush para a bicicletada paulista. é dia 27 agora, sexta-feira, no horário de sempre. pode vir de bike, patins, skate, qualquer veículo não motorizado. venha, ocupe, celebre o espaço que também é seu. a bicicletada é uma grande festa!
mais info no flyer ou: bicicletada.org/saopaulo
hasta luego!

Thursday, January 12, 2012

escambo de livros

devido às várias mudanças que tive que fazer nos últimos anos, comecei a doar vários livros que tinha, empoeirados em estantes de prateleiras também empoeiradas. não fico com mais nenhum. leio e já tomo conta de dar um destino pra eles. não sou um leitor ávido, leio bem devagar e pouco. tento começar vários livros, mas desisto da maioria logo nas primeiras páginas. o hugo chegou em casa com uma sacola cheia de livros, um dia desses. selecionamos os que queríamos ler e colocamos de lado aqueles que faríamos circular, formando assim duas pilhas. a coisa interessante é que acabei lendo um que estava na segunda pilha, esse aí ao lado. 24 horas na vida de uma mulher, de stefan zweig. se você pratica o escambo de livros, pense em mim quando for se livrar de algum. 

Thursday, January 05, 2012

parque ecológico > jardim romano [rolê #40]

já chegamos no rolê #40. quem diria! mais uma edição do explore zl, agora para o jardim romano. são cerca de 18,5km só ida. pra quem tem que estar em casa mais cedo, tem a opção de voltar de trem. domingo bike é liberada o dia inteiro. o rolê é bem suave, tudo reto e boa parte por ruas residenciais. já pedalamos por essas bandas e é sempre divertido. tem a clássica parada em qualquer padaria pelo caminho pra tomar aquele segundo café da manhã. é só torcer pra não cair aquela chuva costumeira de janeiro. bora!

Friday, December 16, 2011

waiting like a stalking viper... [tool - undertow - 1993]

undertow é o primeiro álbum de estúdio do tool. lançado em '93 quando o grunge estava no seu clímax, esse álbum veio mostrar que o metal estava bem vivo e pode ser inteligente, intenso e poético. tool foi a descoberta dos últimos anos pra mim. esse álbum, por exemplo, só fui ouvir pela primeira vez em '07. onde ele estava esse tempo todo? o quarteto californiano conta com o polêmico maynard james keenan nos vocais, adam jones na guitarra, paul d'amour (substituído por justin chancellor) no baixo e o talentoso e agora cinquentão danny carey na bateria. poucos sabem, mas esse álbum foi muito influente pro rock californiano do início dos anos 90. quando lançado, abriu a porta pra muitas outras bandas e mostrou que a coisa não era só o grunge de seattle. pode ser considerado um dos álbuns mais polêmicos do tool. são 10 faixas de arranjos complexos, letras sedutoras, conteúdo provocativo. coisa de gente doida mesmo. arte!
o conteúdo do encarte fez com o álbum fosse removido de lojas como kmart e wal-mart. a banda reagiu lançando um outra versão mostrando um grande código de barra.
em algumas versões do álbum, quando a capinha preta que segura o cd é removida, tem uma imagem de uma vaca lambendo o que parece ser sua região genital. é óbvio que esse tipo de coisa seria censurada na cultura americana conservadora. em alguns outros países onde o álbum foi lançado a imagem aparece sem problemas na parte transparente de trás da capinha do cd. a imagem do porco acima também é mostrada em algumas versões. o porco, chamado moe, é do guitarrista adam jones, que é o responsável pela arte do cd. clique na imagem para ver melhor.

undertow track listing:
1. intolerance 
2. prison sex
3. sober
4. bottom (com participação de henry rollins)
5. crawl away
6. swamp song
7. undertow
8. 4º 
9. flood
10. disgustipated


outras postagens sobre o tool é só procurar pelo tag tool ao lado.

Tuesday, December 13, 2011

baú: cobain em cana

estou tirando várias coisas do baú. achei essa reportagem também, da mesma revista bizz de 93. aí vai.

Kurt Cobain pegou algumas horas de cana por dar uns tabefes em sua adorável (#not) esposa, Courtney Love. A barra dele ainda ficou mais suja porque a polícia de Seattle encontrou três armas e uma grande quantidade de munição em sua casa. Courtney defendeu o marido, dizendo que as marcas em seu braço e pescoço teriam sido provocados pelas cordas de sua guitarra. "Kurt e eu raramente brigamos. Ninguém poderia encontrar melhor marido. Ele é um verdadeiro feminista", declarou para a NME, dando um exemplo do modo com o qual as mulheres devem se portar nessa situação. Enquanto isso continua o bafafá sobre o novo disco do grupo. O produtor e rei do mau-humor Steve Albini diz que "a Geffen e os empresários da banda odiaram o disco, não acredito que ele venha a ser lançado." Cobain negou a boataria em carta à Newsweek, dizendo "temos controle total sobre nossa música". A Geffen confirma o lançamento do já polêmico álbum para o dia 18 de setembro. Deve se chamar In Utero.

aproveita que você chegou até aqui e leia:


I'm very ape and very nice... [Nirvana - In Utero - 1993]

Friday, December 09, 2011

baú: lollapalooza '93

mais uma do baú. uma revista bizz da época que a moeda ainda era CR$. essa edição fala sobre o lollapalooza de 93, quando o lolla ainda era um travelling festival por terras norte-americanas. na época dois palcos - main stage e side stage. no segundo, várias bandas desconhecidas (pelo menos pra mim) que nem vou citar. o tool (umas das minhas bandas favoritas) foi uma delas. já no main stage o lineup foi o seguinte e nessa ordem: rage against the machine, babes in toyland, front 242, arrested development, fishbone, dinosaur jr., alice in chains e primus. a matéria é longa e o moço da revista que foi até chicago conferir o festival traçou várias comparações com o do ano anterior, o de 92. também ensaiou uma resposta à pergunta "o big business devorou o submundo, ou o underground que virou um grande negócio?", mas não conseguiu responder. enfim, vou reproduzir aqui um trecho que ele comenta sobre as bandas e suas performances e você fica com um pouco de história desse festival que começou em 91.

Por André Barcinski.

o primeiro a subir no palco foi rage against the machine. São quatro caras de los angeles, metidos a ativistas políticos. nada contra, é de se admirar pessoas que levam política a sério. o problema é quando tentam dar lição de moral, como se todas as pessoas que não estão nem aí para o problema dos desdentados do sudão fossem uns idiotas. se o ratm se limitasse a detonar sua ótima mistura de heavy, industrialismo e rap, teria sido uma experiência memorável. mas não, a banda tem que mostrar a que veio, afinal na platéia estão os lindberghs farias da vida. "vamos nos unir e acabar com a miséria! vamos tirar nossas tropas da somália!", gritava o vocalista zach de la rocha, para uma platéia que achava que somália era uma doença contagiosa. 
como esperado, o panfletarismo deu certo e a galera delirou. como o nine inch nails e henry rollins, em 91, e o ministry, no ano passado, o rage against the machine foi o campeão do ano.
mas só para o resto do público. se eu tivesse que votar, seria babes in toyland na cabeça. o trio de meninas sofreu com o tamanho babilônico do palco, mas deu o recado com raiva. nota oito.
depois foi a vez da palhaçada do século, o front 242. até que eu respeitava os caras. nunca deu para curtir muito o som, mas o visual parecia cool, bem típico de cidades industrializadas da europa. mas deu uma louca nas figuras e eles subiram ao palco parecendo o village people, com uns shortinhos de chacrete enfiados no okotô e presença de palco aeróbica. me lembrou o verão vivo do luciano do valle, com um monte de musculosos dançando no palco e milhares de seres estupefatos em volta. pelo menos foi engraçado.
a banda seguinte, arrested development, agradou. o vocalista speech, entre um e outro discurso sobre união das raças e amor entre irmãos, soltou os hits tennessee e people everyday e a galera deixou cair. o bole-bole, o telecoteco e o balacobaco tomaram conta do lugar.
a alegria contagiante do show do arrested não se repetiu durante a apresentação do fishbone. apesar de sua música suingada, ideal para levantar a massa, o som embolado atrapalhou, e ninguém se ligou muito. o grupo bem que tentou incentivar, dando uns stage-dives acrobáticos, mas não adiantou.
agora, chato mesmo foi o dinosaur jr. a banda tem uma presença de palco digna do garoto da bolha de plástico e não fala um oi para a platéia. em um lugar menor tudo bem, mas no lollapalooza foi um desastre.
o alice in chains foi o oposto do dinosaur jr.: os caras estão acostumados a tocar em estádios e sabem comandar a massa. tocaram com competência e deixaram os metaleiros em êxtase. 
o final foi um cubo de gelo: o primus, inexplicavelmente escalado para fechar o festival (dizem que o alice in chains é que deveria fechar, mas não quis), fez um show que foi uma exibição inútil de virtuosismo. tudo bem, o baixista les claypool é realmente o rei da cocada preta, toca um instrumento de 45 cordas com a velocidade do speed racer, é uma brasa. mas lugar de fenômeno é no "acredite se quiser". no palco, eles tem que ser energéticos, tocar com vontade, sacudir o povão. e não fizeram nada disso. ainda tiveram a petulância de tocar um cover do ministry, "thieves", que deixou o baixista paul barker (por coincidência minha carona de volta à cidade) revoltado. ele ficou tão possesso que quis sair antes do bis. acho que não perdemos muito.

zzzzzz.

Monday, December 05, 2011

#38 - extremo leste - periferia zl

acompanhe. até a data de hoje, a cidade de são paulo está dividida em 31 subprefeituras, e estas em distritos, somando 96 subdivisões. temos feito bastante rolês pela região administrada pela subprefeitura de são miguel paulista, mas especificamente pelo distrito do jardim helena. além da estação da cptm jardim helena/vila mara, o distrito possui as estações itaim paulista (foto acima) e jardim romano. mas somente a parte norte dessas estações, pois a parte sul pertence ao distrito de itaim paulista. confuso, não? não bastasse a confusão, é senso comum dos moradores acharem que a parte do extremo leste do distrito do jardim helena, formada pelos bairros jardim romano, vila itaim e jardim aimoré, acharem que esses três bairros fazem parte do distrito de itaim paulista. acabou aí? não, os moradores da parte oeste do distrito do jardim helena, formada pelos bairros vila mara e parque paulistano, acham que os mesmos fazem parte do distrito de são miguel paulista. enfim, fato é que todos esses bairros tem uma coisa em comum: são margeados pelo rio tietê, bem onde o rio faz uma curva enorme, e quando chove, principalmente as chuvas de início de ano, são castigados pelas águas que invadem. são cenas surpreendentes. no jardim romano, por exemplo, há um trecho frequentemente referenciado como jardim pantanal, região de várzea do rio tietê, e todos devem se lembrar que no final de 2009 e começo de 2010 a região chegou a ficar 1 mês alagada.
sem saber explicar o motivo pelo qual eu acho a urbe fascinante, principalmente a zona leste, é muito natural que procure me informar sobre as coisas que acontecem nesses bairros. há muito tempo que queria conhecer mais a fundo a região, e os rolês de bike com os amigos tem feito essa busca mais interessante. pra quem se interessa, um bom jeito de começar a conhecer essa parte da zona leste é uma visita à capela dos índios, na praça padre aleixo monteiro mafra, ou como todos a conhecem, praça do forró. também tem a fazenda biacica, marco da colonização na região, além da companhia nitroquímica brasileira, empresa do grupo votorantim, que se estabeleceu lá em 1932 gerando uma forte migração, principalmente de nordestinos, e foi um fator fundamental para o "desenvolvimento" da região. bom, o rio tietê que o diga.


Wednesday, November 30, 2011

#37 - explore zl - vila curuçá, pq. chico mendes

é tenso quando acontece essas coisas bem no domingo de manhã. colocar a mão na roda e sair com uma hora de atraso. nada legal para um ser preguiçoso como eu. mas é assim, pode ser evitado em alguns casos. no meu poderia ser evitado se eu calibrasse os pneus com regularidade. não bastasse o pneu murcho, o pino da câmara quebrou. mas, enfim, pedalemos, o parque chico mendes nos espera. pra quem sai da região do cangaíba, a melhor opção de trajeto é pela ciclovia várzeas do tietê (que inúmeras vezes mencionei aqui). chega-se no bairro jardim helena, bem atrás da nitroquímica. essa região é toda plana pra pedalar. é como se fosse uma grande várzea do rio. região de periferia, com muitas coisas legais pra se ver. optamos por cruzar pela passarela da estação de trem da cptm jardim helena/vila mara, chegando do outro lado, num trecho da avenida marechal tito. de lá já é um pulo para o parque chico mendes, que fica na vila curuçá, uma região que tem melhorado bastante nos últimos tempos. os rolês acontecessem geralmente de domingo. nesse link o relato do meu amigo marcos sobre esse rolê e mais fotos. 
parque chico mendes - rua cembira, 1201 - vila curuçá - são paulo 

Friday, November 25, 2011

blu and osgemeos in lisboa

projeto colaborativo entre dois dos maiores grafiteiros do mundo. à esquerda um grafite dos brasileiros osgemeos e à direita um do italiano blu. essa ação conjunta foi feita em 2010 para o crono festival em lisboa. abaixo estou postando o vídeo desse projeto. se gosta desse tipo de intervenção na urbe e ainda não conhece os caras, separe um tempo pra viajar nos sites deles.

Wednesday, November 23, 2011

baú: sobre o STP na revista BIZZ em 93

essa é do fundo do baú. encontrei uma coleção de revista bizz dos anos 90. na sessão "lançamentos" tem uma crítica sobre o primeiro álbum do stone temple pilots, o core. é engraçado ver como cada geração recebe as novidades de sua época. veja aí.

Não faz a mínima diferença que o quarteto Stone Temple Pilots seja procedente do eixo californiano San Diego/Los Angeles. Apesar do seu relativo punch, Core é grunge cuspido e escarrado, ardilosamente arquitetado para vender horrores e ajudar a despachar o "modelo alternativo" de Seattle para o inferno de uma vez por todas. Se os caras já haviam grudado na telinha da MTV com o "sub-aliceinchainiado" hit "Sex Type Thing", esperem só para ver quando alguém descobrir que o vocalista Leyland é capaz de assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. Ou melhor: de imitar Eddie Vedder e Kurt Cobain simultaneamente nas baladas "Creep" e "Plush". Com esses artifícios, o STP tem tudo para ser o hype do ano. Resta saber por quanto tempo os rapazes terão fôlego para "Segurar Tamanho Plágio".  ARTHUR G. COUTO DUARTE.

nota: repare na junção dos nomes Layne Staley (vocalista do AIC) e Scott Weiland (STP) formando o nome Leyland. além da brincadeirinha com o nome da banda "Segurar Tamanho Plágio". STP. engraçadinho o moço, né? 

Tuesday, November 15, 2011

"shit lives forever" - faith no more

endiabrado! insano! eu ainda estou perplexo com o show do faith no more encerrando o swu de 2011. transcrevi aqui o discurso de abertura do show feito pelo poeta pernambucano cacau gomes.

meu nome é cacau gomes. sou poeta, agitador cultural e traficante de livros. modéstia a parte, venho lá de pernambuco. cunhado não é parente. apurado não é lucro. nem tudo que ronca é porra de rock! nem todo doido é maluco! porra, caraio! porra, caraio! quando eu nasci, um anjo doido me disse: "viverás no lugar errado pra fazer a coisa certa". cansado de reclamar, porra, caraio, juntei livros durante quinze anos e fiz uma biblioteca. hoje nós temos um acervo de vinte mil livros. é livro pra caraio! atividades com música, poesia, literatura, artesanato e outros nichos. apesar de tudo isso, fecharam nossa biblioteca. mas eles não sabem que o artista é feito com a mesma matéria prima do rabo da lagartixa. quando eu voltar pra recife, vou reabrir a biblioteca. a arte e a cultura não podem morrer. puta que pariu! o trabalho social é um esporte coletivo. esqueçam de reclamar. o governo não se importa conosco. puta que pariu! cada livro é uma carta de alforria. começa com você! e agora, porra, caraio, faith no more!

"shit lives forever" é um trecho da música cuckoo for caca. praticamente um momento histórico pra música em terras brasileiras.




setlist: 1. delilah / woodpecker from mars 2. from out of nowhere 3. last cup of sorrow 4. caffeine 5. evidence (portuguese version) 6. midlife crisis 7. cuckoo for caca 8. easy 9. surprise! you're dead! 10. ashes to ashes 11. the gentle art of making enemies 12. king for a day 13. epic 14. just a man (com o coral de heliópolis)

encore: 15. unknown 16. digging the grave 17. this guy's in love with you.

Tuesday, November 08, 2011

scott and duff

velvet revolver
depois que scott weiland deixou a banda em 2008 pra voltar pro stone temple pilots, o velvet revolver está numa pausa procurando um novo vocalista. enquanto isso duff mckagan vai tocando com sua banda loaded. pra quem não sabe, duff foi baixista da formação clássica do guns n' roses. além de scott e duff, o velvet revolver tinha as guitarras do legendário slash, também um ex-guns n' roses.
stone temple pilots é uma banda de san diego, na califórnia, ativa entre 1986 e 2003 quando acabou devido a conflito entre seus membros. durante esse tempo lançaram seis álbuns, sendo o meu preferido o purple, de 1994. depois da saída de scott do velvet revolver e a sua volta para o stone temple pilots, lançaram mais um álbum em 2010. a formação da banda é a mesma de sempre: scott weiland nos vocais, eric kretz na bateria e os irmãos dean e robert na guitarra e baixo, respectivamente.
duff mckagan e scott weiland tocarão com suas bandas no swu, em paulínia, no próximo dia 14.

outras postagens:

[Stone Temple Pilots - Purple - 1994] ... the color of bruises

SWU - they say jump, you say how high

Stone Temple Pilots

Monday, November 07, 2011

esquenta pro swu

onze bandas no lineup, isso somente no dia 14 e no palco principal. uma jornada. haja pique! mas vamos lá, pouquíssimas vezes fiquei empolgado com um festival. ver down, primus, stone temple pilots e alice in chains e de quebra ainda assistir raimundos, sonic youth, megadeth e faith no more?! vamos admitir, não acontece com frequência. não conheço nada, ou conheço pouco, das outras três bandas que completam o lineup: duff mckagan's loaded, black rebel motorcycle club e 311. nos últimos anos tenho escutado essas bandas com bastante frequência. o trio alice in chains, megadeth e faith no more eu conheço desde quando comecei a curtir rock, no início dos anos 90 e com exceção de alice in chains (não fui naquele hollywood rock e perdi a oportunidade de ver layne staley ao vivo) as outras duas já vi nos palcos. stone temple pilots talvez seja minha maior empolgação. fui daqueles fãs que conheceu a banda por causa das comparações com pearl jam que rolavam na época. cheguei até a adquirir alguns álbuns, mas virei fã mesmo alguns anos atrás quando ouvi o purple com mais calma. e é justamente duas músicas desse álbum que quero ouvir ao vivo no swu: vasoline e unglue. primus é outra banda que conhecia somente os greatest hits e fui baixar discografia completa e ouvir tudo, e curtir muito, de uns três anos pra cá. down é a surpresa do festival pra mim. nunca achei que fosse ver phil anselmo ao vivo novamente, depois que o pantera acabou. e orfão de pantera, comecei a ouvir down com mais frequência e, surpresa, vou ver ao vivo também. no dia 13 eu vou no show do kyuss aqui em sampa. seria perfeito se pudesse encaixar o kyuss nesse festival e pra ficar lindo, o tool! o lineup perfeito seria esse: kyuss, tool, down, primus, megadeth, stone temple pilots, alice in chains e faith no more. ah vá, vamos colocar mais duas aí já que é pra brincar: pearl jam e soundgarden. pronto! dá até pra acabar esse post. fique aqui com a looking in view, do mais recente álbum do alice in chains: black gives way to blue.

horto florestal [bike #35]

dessa vez o rolê foi para o parque estadual albert loefgren, mais conhecido como horto florestal, na zona norte de são paulo. acho que foi um dos rolês mais longos em questão de distância que fizemos até agora, é isso marcos? a pedalada foi do danfer até penha, ciclovia da radial leste até tatuapé. seguindo para o belém onde escontramos outros amigos. pela rua catumbi cruzando o rio tietê para os lados da vila guilherme e fazendo a primeira parada no parque da juventude, onde era antes a penitenciária do carandiru. abastecidos, seguimos para a segunda parte do rolê pela avenida nova até o metrô tucuruvi. dali é um pulinho pegando a manuel gaya, maria amália e, finalmente, rua do horto. trecho na sua maioria plano, com leves, mas longas subidas, principalmente no final da avenida nova, nas proximidades do metrô tucuruvi. no horto florestal não pode entrar de bike, o jeito é deixá-la amarrada nos postes na entrada do parque, na parte de dentro, ou nos poucos paraciclos instalados. o horto é bem tranquilo e fica numa região bem bonita da zona norte, no pé da serra da cantareira. reserve tempo pra uma boa caminhada, uma cervejinha, piquenique e cochilo. já na volta, dá pra cortar caminho voltando pra zona leste pela fernão dias. só não espere acostamento e respeito dos carros. 

parque estadual albert loefgren - horto florestal
rua do horto, 931 - zona norte
segunda à domingo - 6h às 18h.

Friday, November 04, 2011

they're whipping, ah... they're whipping

"don't need a helmet, got a hard, hard head. don't need a raincoat i'm already wet" é um trecho da música whipping, do terceiro álbum chamado vitalogy. a música estava na minha cabeça desde quando a alexandra me convidou para assistir ao show da turnê de 20 anos do pearl jam. fãs como somos, não poderíamos deixar de ir. muitas coisas mudaram. eddie vedder já não dá mais seus famosos moshs como nas turnês do álbum ten, tampouco escala a estrutura do palco até o topo enquanto a banda viaja em longas improvisações. o show começou com release, o que pra mim foi uma péssima escolha. show tem que começar com tudo. tinha muita música que poderiam ter escolhido pra abrir e que nem chegaram a tocar entre as 26 músicas que tocaram. breakerfall, go, jeremy, brain of j. a expectativa é que essas músicas sejam tocadas hoje, na segunda noite aqui em são paulo. no entanto, continuam agradando e levantando fãs quando tocam seus principais hits. isso sem falar da performance de mike mccready na guitarra. o cara é sensacional. destaque para a imagem em preto e branco no telão e o fundo do palco na primeira parte do show. depois daqui, o pearl jam segue para o rio, curitiba e porto alegre. veja abaixo o setlist do show da primeira noite, dia 3 de novembro.

O repertório completo, com todas as músicas tocadas pelo Pearl Jam no show em São Paulo, é o seguinte: "Release", "Corduroy", "Why Go", "Animal", "World Wide Suicide", "Got Some", "Even Flow", "Unthought Known", "Whipping", "Daughter", "Olé", "Down", "Save You", "The Fixer", "Do The Evolution" e "Porch". Houve a primeira pausa, e então veio o primeiro Bis: "Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town", "Just Breathe", "Come Back", "I Believe in Miracles" e "Alive". Mais um Bis, e... "Comatose", "Black", "Better Man", "Rearviewmirror" e "Rockin' in the Free World". 

Thursday, November 03, 2011

parque santa amélia [bike #33]

parque pequeno e bem conservado no itaim paulista, extremo leste de são paulo. morei aí perto até os 5 anos de idade e, lógico, tive que passar na frente da casa onde nasci, em mais um rolê com o chave-de-boca. dessa vez pedalamos do parque ecológico do tietê, seguindo a ciclovia, até o jardim helena. de lá voltamos um pouco até a praça do forró em são miguel paulista e pegamos o percurso inteiro da av. marechal tito até quase a divisa com itaquaquecetuba. mas se você resolver pedalar por lá, aqui fica o recado: marechal tito é terra de ninguém, com motoristas que ainda acham que lugar de bicicleta é no parque. pra mim, a surpresa do rolê foi o caminho de volta. nunca tinha atravessado o viaduto do itaim para o outro lado da linha do trem. pedalar ali foi bem mais tranquilo. boa parte do trecho foi em ruas residenciais com aquele ar alegre de periferia, com um monte de gente nas ruas. metade do grupo resolveu voltar de trem por conta do horário e da chuva que ameaçava cair. a outra metade foi no pedal mesmo. nossa referência foi a linha do trem, o que nos levou até a nitroquímica, no jardim helena. de lá é só pegar a ciclovia pra voltar ao ponto de início, no pq. ecológico do tietê, em engenheiro goulart. e chuva que ameaçou cair o rolê inteiro foi me pegar bem na porta de casa. aquelas de ensopar. delícia.

veja aqui o relato da minha amiga adriana no nosso blog.  

Wednesday, October 26, 2011

flyers toscos e pedaladas

o negócio é ser tosco de propósito. alguém dá idéia de um rolê, outro vai lá reunir as informações e fazer o flyer. tivemos um dia a idéia de fazer rolês pela zona leste de são paulo, conhecer novos caminhos, pedalar por onde só costumávamos passar de carro ou ônibus. o primeiro explore zl foi no rolê #28 quando fomos do tiquatira na penha até guaianazes. agora, já no rolê #33, escolhemos fazer um passeio do pq. ecológico tietê até o parque santa amélia no itaim paulista, extremo leste da cidade. lugar onde passei minha infância até os 5 anos. pra quem gosta de se aventurar no espaço urbano, como eu, essa parte da zona leste oferece muitas opções. é só cavucar. muita coisa interessante, grafite bom, gente buena onda e ruas pra pedalar. voltando aos flyers, olha só abaixo o flyer tosquíssimo do primeiro rolê e os nomes de todos os amigos que organizaram.

Tuesday, October 25, 2011

vila de paranapiacaba [bike #32]

pedalando por entre o que sobrou do antigo centro operacional e residência para os funcionários da companhia inglesa são paulo railway, em paranapiacaba, santo andré. essa estação foi inaugurada em 1874 como o nome de estação alto da serra e só mais tarde foi chamada de paranapiacaba, que em tupi-guarani significa "de onde se avista o mar". ótima escolha pra quem curte fazer umas trilhas de mtb. já pra quem prefere uma pedalada forte, o atrativo desse rolê é a estrada que liga a estação rio grande da serra até a vila de paranapiacaba. bem conservada. mas tem que tomar cuidado com os carros e motos que passam pela via. são cerca de 12km de estrada, com subidas e descidas que são um bom treinamento para os amantes de audax. já na cidade, vale a pena sentar pra tomar uma cerveja e papear com os amigos. tem muito o que fazer, mas tem que ir com tempo. destaque para o grande relógio fabricado pela johnny walker benson, de londres, que fica muito legal no meio da neblina, muito comum nessa região.

Friday, October 21, 2011

festival of rock posters - silkscreen


silkscreen poster feito por alexandra fischer e chris shaw para o festival of rock posters de 2011

tem muita coisa legal acontecendo por aí. pra quem é fã de rock art aconteceu dia 8 de outubro o festival of rock posters no golden gate park em são francisco. nesse mesmo local já aconteceu algumas edições da cannabis cup, além de vários festivais de rock.

por chris shaw

Thursday, October 20, 2011

music posters and chris shaw

verifico frequentemente a página da banda primus no facebook e notei que a banda faz uso de posters para a divulgação de suas apresentações. cada vez um artista diferente é convidado pra fazer um poster e geralmente ficam disponíveis pra venda durante os shows com tiragens limitadas. esse poster acima é do artista chris shaw, que já fez posters para um monte de bandas. chris shaw é bem conhecido por dominar a técnica do silkscreen e tem um portfólio bem legal nesse link.

o uso de posters pra divulgação de shows começou antes, mas foi mais representativo a partir dos anos 60. todos devem já ter visto aqueles posters psicodélicos cheio de cores e com letras bem malucas que era bem comum nessa época. nos anos 70 seu uso era quase obrigatório pra divulgação de eventos musicais e se estendeu até o hardcore e punk do início dos anos 80. com computadores e toda tecnologia esse tipo de arte sofreu um certo declínio, mas ainda há bandas, como o primus, que aposta nesse tipo de arte.

falar em primus, logo mais estão desembarcando aqui no brasil para a apresentação no swu. imperdível!

Friday, October 14, 2011

trilha da subida para a pedra grande


existem algumas trilhas que levam ao topo da pedra grande em atibaia. a clássica é a trilha da subida. é uma trilha puxada pra quem não está em bom condicionamento físico, a subida parece interminável, ainda mais sob o sol do meio dia, horário que começamos a trilha. o que mais gosto desse caminho é a dinâmica. muitas pedras, trechos escorregadios, água potável, trechos com árvores altas e outros com vegetação rasteira e seca. além da vista que é muito bonita. uma vez fiz esse caminho e na volta a chuva foi tão forte que alguns perderam celulares e até o alarme do carro não funcionava mais. em cinco horas dá pra subir, ficar cerca de uma hora lá em cima e voltar. há outros caminhos, até de carro dá pra chegar, o que já fiz com a michele em 2004. pra quem gosta de fazer trilha, essa é uma boa escolha.


outras postagens sobre a pedra grande:

Sunday, October 02, 2011

if you want the answers you better get ready for the fire - SOAD

system of a down levantou a galera e toda poeira da chácara do jockey em são paulo na primeira apresentação da banda aqui no brasil. parecia até tempestade de areia no deserto. deu vontade de seguir a banda e ver a outra apresentação que acontece essa noite no rock in rio. um dos melhores shows que já fui. com um setlist impecável a banda tocou sem parar por quase duas horas. o repertório incluiu músicas de todos os álbuns e agradou a todos. não teve nenhuma música que não foi cantada por todas as 18 mil pessoas que compareceram ao show. e pensar que quase perdi, não fosse meu amigo takashi que me convidou de última hora. com direito a furar fila sem querer e não ter que esperar por horas na entrada. a chuva que ameaçou cair minutos antes da banda entrar no palco chegou somente no final. e caiu bonita.