Sunday, June 27, 2010

Fast & Furious - Gamelinha Drift

Fast & Furious - Gamelinha Drift (2010 - 31 min.)

A idéia de organizarmos um Film Festival foi inspirada no Filme Be Kind Rewind (2008) onde dois amigos - depois de um deles ter apagado as fitas de uma locadora acidentalmente - resolvem refazer todos os filmes.
Foram inscritos 6 filmes de alunos e no final passamos o Gamelinha Drift, uma versão de Fast & Furious feita pelos professores.

O filme da noite foi The Piqueri Witch Project, vencedor dos prêmios de Best Movie, Audience Choice e Best Actress (Marcella Mayumi). Mark Rodrigues e Leohn Vottas ganharam os prêmios de Best Actor e Best Language Use com a versão de Batman - The Dark Knight e o prêmio de Best Script Adaptation foi para a versão de Kill Bill. Os outros 3 filmes que participaram foram as versões de Y dónde están las rubias (único grupo de espanhol), Torque e The Big Bang Theory.

Em breve vamos fazer um DVD com todos os filmes e a cobertura do evento que rolou no dia 26 de Junho de 2010 no auditório do CNA Vila Matilde. Para conferir todos os teasers que foram feitos antes do festival é só clicar nos links abaixo.

Friday, June 25, 2010

Demian - Hermann Hesse (1919)

A leitura de Demian começou com muita expectativa. O livro começa com um trecho interessante:

"Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente em mim. Por que isso me era tão difícil?”.


O livro conta a relação de dois amigos (Max Demian e Emil Sinclair) e em muitas passagens pensei na minha relação com alguns amigos e tive bons momentos de distração na lotação. 
Considerada uma das obras principais de Hermann Hesse, talvez pra mim simplesmente não tenha sido o momento certo.

Sunday, June 20, 2010

Stabbing Westward - Ungod (1994)


Ungod é o álbum de estréia do Stabbing Westward, mais uma excelente banda dos anos 90 que desconhecia. Tudo começou fuçando na trilha Sonora do filme Escape From L.A. (1996) onde a banda colaborou com a música Dawn. A trilha também conta com a Sweat do Tool.

Banda de Chicago, EUA. Destaque para a música Control (escute aqui) e os vocais de Christopher Hall - @infraredchris

Friday, June 18, 2010

Non-Book English #2 - Calvin and Hobbes


I thought those were trucks downshifting on the highway.

downshift verb ( VEHICLE )
US to change to a lower gear when driving, to reduce power and speed.

(Definition of downshift verb (VEHICLE) from the Cambridge Advanced Learner's Dictionary)

Tuesday, June 08, 2010

Residencial Clube Vale do Sol


Essa é uma senhora bem simpática que encontro frequentemente na portaria quando estou indo pra escola. Achei que ficou bem legal essa foto, especialmente o cabelo longo e branco dela.

Sunday, May 02, 2010

O sorriso de Karenin

No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. É claro, o Gênese foi escrito por um homem e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. É mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou da vaca e do cavalo. O direito de matar um veado ou uma vaca é a única coisa sobre a qual a humanidade inteira manifesta acordo unânime, mesmo durante as guerras mais sangrentas.
Esse direito nos parece natural porque somos nós que estamos no alto da hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta a quem Deus tivesse dito: "Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas", para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida. O homem atrelado à carroça de um marciano - eventualmente grelhado no espeto por um habitante da Via Láctea - talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato. Pediria então (tarde demais) desculpas à vaca.

Trecho do livro: A Insustentável Leveza do Ser de Mila Kundera.
Sétima parte: O sorriso de Karenin.

Thursday, April 29, 2010

A obsessão lírica e a obsessão épica

Trecho do livro A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera. Está fora de contexto mas não deixa de ser divertido mesmo assim.

Quinta Parte: A leveza e o peso. Capítulo 10.

Os caçadores de mulheres podem facilmente ser divididos em duas categorias. Uns procuram em todas elas sua própria idéia de mulher, como lhes aparece em sonho, subjetiva e sempre a mesma. Outros são levados pelo desejo de tomar posse da infinita diversidade do mundo feminino objetivo.

A obsessão dos primeiros é uma obsessão lírica: procuram a si próprios nas mulheres, procuram o seu ideal e são sempre e continuamente frustrados, porque, como sabemos, é impossível encontrar o que é ideal. Como a frustração que os leva de mulher em mulher dá à inconstância deles uma espécie de desculpa melodramática, muitas mulheres sentimentais acham comovente essa poligamia convicta.

A outra obsessão é uma obsessão épica, e as mulheres não vêem nisso nada de comovente: como o homem não procura nelas um ideal subjetivo, tudo lhe interessa e nada pode decepcioná-lo. Essa incapacidade para a decepção tem qualquer coisa de escandaloso. Aos olhos do mundo, a obesessão do épico não pode ser perdoada (porque não é resgatada pela decepção).

Tuesday, April 27, 2010

Milan Kundera - Risíveis Amores

Escritor tcheco nascido em 1929. Sua obra mais famosa é A Insustentável Leveza do Ser, escrito em 83 e adaptado para o cinema em 88.
Risíveis Amores - o livro que acabei de ler - foi escrito entre 60 e 68. Top 5, ou até mesmo 3. São 7 contos com personagens bem interessantes, em especial o cínico e mulherengo Dr. Havel.


Aqui vai o orelha do livro:

O equívoco, seja ele de situações ou de sentimentos, é o que torna risíveis os amores descritos neste livro de contos de Milan Kundera. Há nestas histórias mal-entendidos capazes de provocar circunstâncias novas de relacionamento que podem ser reveladoras ou assustadoras: amantes se vêem de repente como estranhos, e seu amor muda de caráter; invertem-se as colocações no relacionamento amoroso, dando aos amantes uma sensação de irrealidade na qual já não distinguem mais os contornos de suas emoções, por mais que as procurem analisar.

Esses equívocos resultam de uma incapacidade fundamental que têm os personagens de Kundera não só de se comunicarem entre si, como também de se comunicarem consigo mesmos. Eles estão sempre sós num mundo - interior ou exterior - no qual os outros são meras sombras. Os objetos de seus amores são exatamente isso, objetos. Falta a esses amantes, jovens ou velhos, idealistas ou cínicos, a identificação que transforma o amador na coisa amada: daí a sua vulnerabilidade ante situações novas criadas pelos equívocos. Não conhecem realmente o outro e, quando o vêem sob um ângulo levemente diferente do habitual, perdem com ele o pouco contato que tinham.

Por isso esses amores são risíveis, por estarem mais próximos da farsa do que do sublime. "Ah, senhoras e senhores", exclama um dos personagens, "é triste a vida quando não se pode levar nada e ninguém a sério". Ou seja, são amores trágicos porque negam a possibilidade de comunicação autêntica entre os que se amam - o que equivale ao desaparecimento da própria razão de viver.

Tuesday, March 16, 2010

Procura-se grafiteiro do Danfer

Acho muito legal esses desenhos espalhados pelas ruas do Jardim Danfer. Não sei quem é o autor deles. Quem achar ganha uma balinha. Aí a gente faz uma entrevista com ele aqui no blog.
Tem mais desenhos no fotolog_insideout.

Friday, March 12, 2010

Only love can break her fall



Ah, não consigo nem comentar sobre esses caras!

Pearl Jam - Breakerfall Ao vivo em São Paulo - 2005. Eu tava lá! =P

Thursday, March 11, 2010

Meow meow

Sonhei com Taylor. Ele era grandão, feio. Forte pra caraio!
Depois me toquei que eu que tava pequeno. A casa toda tava grande! O corredor do apê era enorme, bem mais largo. Tava sujo pra caramba, bom... novidade né? (O corredor mesmo, não o Taylor).

Enfim, Taylor tá de volta.

Sunday, July 12, 2009

Como chegou aqui

Comecei a pintar a casa. Depois veio primeiros shows com Mindtrigger. Tinta e garganta não entendem. Parei de pintar.
Um dia conversando com o Ivan sobre arranjar alguém pra continuar a pintura, surge uma fígura no portão: Seu Severino. Cobrou baratinho, acho que uns 200 reais pra pintar toda a casa de branco. Seu Severino daria um post só pra ele. Muito comédia!
Casa pintada, coloquei espelhos novos nos interruptores que a ex-dona tinha deixado comigo. Outros dei pra Ana Paula pintar.
Comprei algumas coisas. Outras ganhei, outras yo mangue.
Coloquei uns espelhinhos redondos pro banheiro. To dormindo no colchão de ar. Agora que tá frio tô dormindo so sofá, no quartinho. Assisto uns filmes raramente, Pineapple Express e Zack and Miri make a porno. Emprestado pelo Léo.
Tô cozinhando mais pra mim, comendo menos fora. Geralmente almoço no vegetariano.
Cozinha é outro post também. Ou vários outros. Começando pela tentativa de strogonoff.
Sérgio dormiu aqui um dia. Pintamos uma parede, branquinha. Ana Paula fez outros bem legais.
Tool, Rolling Stones e Chico Buaque music mode no momento.

Monday, June 09, 2008

Como pintar uma casa

Sou totalmente "sem noção" sobre como pintar uma casa. Nunca pintei e nem acompanhei um pintor. Quando resolvi pintar eu mesmo a casa do Sapo Caco, sabia do desafio pela frente. Hoje minha cunhada cancelou a aula de inglês e eu me vi com a tarde inteira livre.
Bom, qual a primeira coisa que devo fazer para pintar a casa? Buscar informação sobre ferramentas necessárias, quantidade e tipo de tinta e técnicas de pintura. Tem um site que uso quando preciso de informações básicas sobre algum assunto: http://www.howstuffworks.com/
Nele eu encontrei vários artigos sobre house painting. Como o site está em inglês, tive que buscar os nomes das ferramentas em português para poder fazer orçamento delas numa loja de tintas.
Como almocei num restaurante perto de casa que fica do lado de uma dessas lojas (Armazém das Cores), aproveitei e perguntei o preço de algumas ferramentas, só para ter idéia. As ferramentas mais básicas custam entre R$ 2,50 a R$ 15,00. Tintas dependem da marca, do tipo e da quantidade. Sobre isso ainda preciso pesquisar mais. Já sobre as ferramentas necessárias, já vi que não gastarei muito.
Uma outra questão que surgiu, sobre a qual eu nunca havia pensado, foi o tipo de material usado na produção dessas ferramentas. Vi que existem pincéis que são feitos com pêlo de animal e outros de nylon. O rolo, por exemplo, pode ser de lã de carneiro. Percebi que as marcas não são muito diversificadas, pelo menos na loja que fui.
Minha idéia é aprender bastante ao longo do processo, me descobrir na interação com algo que é um desafio pra mim. O objetivo desse blog é o registro de tudo isso.

Wednesday, June 04, 2008

Feng Shui

A idéia principal por trás desse blog é registrar a diversão que terei em organizar as coisas na casa do Sapo Caco e deixá-la habitável.
Nesse processo já tenho notado coisas interessantes. É muito legal ver o tipo de opiniões que os amigos e familiares têm me dado. Desde sugestão de cores, disposição dos móveis, até Feng Shui.
Não vou entrar em detalhes aqui sobre minhas opiniões em relação a algumas coisas. Nunca me interessei por Feng Shui. Quando morei com meus pais, eles que decidiam a disposição dos móveis na casa deles. Depois casei e deixei minha ex-esposa decidir sobre isso.
Não é falta de interesse, nem apatia, nem nada disso. Eu somente não ligo mesmo. Eu posso até dedicar alguns segundos pra pensar onde ficaria melhor um determinado móvel e tal, mas eu acabo me adaptando àquilo que foi decidido.
Agora não tem ninguém pra decidir sobre isso, então tenho pedido algumas sugestões. E é aí que entra o tal do Feng Shui.
Tentei dar uma olhada na internet sobre o tema, mas ao olhar superficialmente, pareceu meio viagem. Chegou um momento que pensei que estava num site de astrologia. Bah chê, basta!
Eu na verdade já tenho meio que decidido onde ficarão os poucos móveis que terei.
Mas tenho que confessar uma coisa. Quando tinha uns 22 anos, um amigo me disse que eu não deveria deixar a cabeceira da minha cama virada para a direção do banheiro da casa porque, segundo o Feng Shui (palavras dele), toda sua energia ia pela privada. Bobeira ou não, eu lembro que eu troquei a cama de posição. Não senti nenhuma mudança! Continuo o mesmo preguiçoso.
Mas como diz um amigo, minha preguiça está muito mais ligada ao prazer que o ócio me proporciona do que falta de energia.

Tuesday, June 03, 2008

Uma casa, hein?

Em 1999 quando minha irmã se casou e meu irmão morava no fundo da casa dos meus pais, eu fiquei com o quarto só pra mim. Era um quarto grande, mas de tanta tranqueira que eu coloquei naquele lugar, ele acabou ficando pequeno. Minha irmã e minha mãe chamavam o quarto de favela. Mas elas têm que admitir, elas adoravam aquele quarto. Sempre que precisavam de um livrinho pra ler, um filminho pra assistir, um álbum de fotografia pra relembrar o passado nos momentos de nostalgia, era só ir para o quarto. Depois veio minha sobrinha que também adorava brincar por lá. Tinha uma lousa pra desenhar, canetões de várias cores, colchões e almofadas pelo chão. A porta era pichada do lado de dentro, o guarda roupa bem velho. Ouvi muita música dentro daquele quarto. Confesso que era um pouco sujo também, mas sinceramente não me incomodova. Quando me incomodova, simples, era só limpar.
Eu dormi praticamente minha vida inteira naquele quarto. Dos meus 5 aos meus 27. Ali era uma espécie de retiro. Organizava minhas idéias, pensava sobre muitas coisas deitado ali no chão.

Depois que saí de lá, por força da situação, tive que mudar de hábitos. Num primeiro momento tive que me desfazer de um monte de coisas. Cara, era tralha pra caramba! Coisas que eu pegava por aí, que pensava em ser útil algum dia, mas que só vi novamente no dia em que joguei tudo fora! A cada mudança que tive que fazer, mas coisa eliminava. Desde então não tive um espaço só meu. Dividi espaços com outras pessoas.

Por não ter um espaço só pra mim, um retiro, eu descobri algo bem legal. Meu retiro pode ser eu mesmo. Hoje nem sei como conseguia juntar tanta besteira! Hoje, eu comigo mesmo, isso me basta. Já existe muita tranqueira nessa minha cabeça. Hoje paro em qualquer lugar, a qualquer hora e me retiro para dentro de mim mesmo quando preciso.

A casa do Sapo Caco será como sou hoje em dia. Flexível! Será um espaço para juntar os amigos, ficar à vontade. As cores da parede serão cores que me agradam, os móveis serão somente aqueles que realmente preciso. Um espaço sem muitas frescuras. Um lugar onde eu possa beber um vinho e deixar a taça ao lado da cama, fumar uma maconha e deixar a ponta no cinzeiro, inventar vários pratos na cozinha e deixar o livro que estou lendo no banheiro. Um lugar onde possa dormir a hora que eu quiser, ficar na internet até quando cansar e acordar às 2 da tarde.

Comprei a casa no dia 21 de Janeiro de 2008, aos meus 29 anos de idade. Peguei as chaves no dia 24 de Abril. Tudo é temporário, a vida é bem dinâmica. Não sei por quanto tempo ficarei por lá e isso é o mais gostoso da vida, essa imprevisibilidade.

O blog da Casa do Sapo Caco é só um registro de alguém que descobriu que a vida pode ser bem mais divertida.