Wednesday, April 18, 2012

suicidal tendencies - discografia


1983 - suicidal tendencies
1987 - join the army
1988 - how will i laugh tomorrow if i can't even smile today
1990 - lights... camera... revolution!
1992 - the art of rebellion
1994 - suicidal for life
1999 - freedumb
2000 - free your soul and save my mind

além desses álbuns de estúdio, tem várias compilações com músicas inéditas e regravações de músicas.

beware he's possessed to skate

desenho do shape do skate do clipe possessed to skate do suicidal tendencies. fuçando em outras coisas acabei achando isso. dá pra ver bem esse desenho no trecho onde o moleque está tentando estudar e o skate está em cima da mesa. encontrei a imagem no sk8supply.com .

Tuesday, April 17, 2012

suicidal tendencies na virada cultural 2012

fucei e fucei, mas não consegui encontrar uma foto da banda inteira da formação do primeiro álbum do suicidal tendencies. então peguei essa foto emprestada do blog suicidal maniac. de boa, quer saber tudo sobre os caras, dê uma fuçada lá. da esquerda pra direita: louiche mayorga (baixo), grant estes (guitarra), amery smith (bateria) e mike muir (vocal). esses são os responsáveis por um dos discos mais inovadores da época. o álbum, de mesmo nome da banda, foi lançado em 1983. estavam ali criando um estilo, um gênero. começou ali o skate punk. lembro que tive um aluno que andava de skate e pra minha surpresa ele não conhecia suicidal tendencies. eu gravei tudo dos caras pra ele. o moleque ficou bagunçado. não parava de ouvir. não é pra menos, tem tudo a ver. através do suicidal tendencies conheci muita coisa de skate, mesmo não andando. o suicidal é conhecido por revelar vários músicos fudidos. quem ouve, sabe. a guitarra de grant estes agradava tanto os fãs de metal como os de hardcore. quando conheci a banda, no início dos anos 90, a formação já tinha mudado algumas vezes. mas eu cresci ouvindo esses caras, mesmo não sendo minha banda preferida. e hoje em dia escuto e prefiro infectious grooves. mas isso não diminui em nada o quanto será demais ver suicidal tendencies ali na avenida são joão, na virada cultural 2012. tô no aquecimento!

Monday, April 16, 2012

tem o muttley e tem o mumbly

não confunda. e não pense que são os mesmos. o da esquerda é o muttley. ele era da corrida maluca (wacky races) e era parceiro do vilão dick vigarista. o da direita é o mumbly, aqui no brasil ele é conhecido como rabugento. era um cão detetive e aparecia ao lado do sargento sinuca. os dois são do estúdio hanna-barbera, mas o primeiro foi criado em 1968 e o segundo em 1976. a única coisa em comum é a risada asmática. a mesma. talvez venha daí a confusão. e os dois tem esse dentinho pra fora. e os dois são cães. e são do mesmo estúdio. 
dick vigarista (dick dastardly) e sargento sinuca (schnooker)

Friday, April 13, 2012

anita bryant sucks oranges - a boycott

anita jane bryant. nasceu em 1940. já foi miss oklahoma e quase miss américa em 1959, quando tinha apenas 19 aninhos. deve ter sido linda pros padrões de sua época. teve um início de carreira brilhante como cantora. é só dar uma procurada rápida na internet que você vai descobrir grandes sucessos da filha de deus aqui na terra. em 1969, ela se tornou porta-voz da florida citrus commission. pra quem não sabe, o cultivo de laranja é uma grande fonte de renda do estado da flórida. quase todo suco de laranja americano é produzido lá. pois bem, continuando, anita aparecia cantando em propagandas de televisão, onde também dizia: breakfast without orange juice is like a day withou sunshine. além disso, nessa mesma época, anita fazia comerciais para a coca-cola, kraft foods, holiday inn e tupperware. que pop, não? em 1978, ano em que nasci, a moça deu até entrevista pra revista playboy. a coisa é que a guria era líder de uma aliança chamada save our children. sua campanha era baseada em valores conservadores cristãos e sua principal plataforma foi atacar os homossexuais. olha só um de seus argumentos: as a mother, i know that homosexuals cannot biologically reproduce children; therefore, they must recruit our children. diga se não é hilário. eu acho. depois ainda acham ruim quando alguns dizem que toda religião organizada trouxe e ainda trará mais malefícios do que benefícios pra humanidade. é muita ignorância. bom, voltando pra moçoila, foi exatamente aí que começou seu declínio. a comunidade gay organizou um boicote. todos os bares gays da américa do norte retiraram um cocktail chamado screwdriver (suco de laranja e vodka) do cardápio e colocaram uma nova bebida chamada anita bryant (suco de maçã e vodka). toda a renda arrecada com a bebida foi doada para ativistas gays organizarem uma campanha contra anita e sua luta. a partir daí começou seu declínio e sua falência. não foi mais contratada para fazer comerciais e sua carreira como cantora também não foi mais a mesma. há várias referências culturais a anita. em séries de tv, em sátiras de humor, etc. na música moral majority os dead kennedys se referem a anita e outras figuras na parte god must be dead if you're alive. na sua biografia, escrita em 2006, anita ainda continua defendendo suas antigas idéias.

Wednesday, April 11, 2012

pull my strings and the disruption of music awards show

mais uma daquelas histórias do rock. no dia 25 de março de 1980, ano do lançamento do primeiro álbum fresh fruit for rotting vegetables, os dead kennedys foram convidados pra tocar no bay area music awards, organizado por grandes gravadoras da época. eles tocariam somente uma música, o hit california uber alles, mas numa atitude subversiva e até perversa, jello biafra, logo nos primeiros acordes diz: hold it! we've gotta prove that we're adults now. we're not a punk rock band, we're a new wave band. nesse momento puxam suas gravatas, que estavam viradas pra trás, pra formar o símbolo do dólar sobre a letra s pintada em suas camisas (conforme mostrado na foto acima). começam assim a tocar a música pull my strings, que só foi sair na compilação give me convenience or give me death, de 87. nem é necessário dizer que nunca mais foram convidados pra tocar nesse festival. o vídeo ao vivo dessa música e a letra estão logo abaixo. divirta-se. 



pull my strings - lyrics

I'm tired of self respect
I can't afford a car
I wanna be a prefab superstar 

I wanna be a tool
Don't need no soul
Wanna make big money
Playing rock and roll 

I'll make my music boring
I'll play my music slow
I ain't no artist, I'm a business man
No ideas of my own 

I won't offend 
Or rock the boat
Just sex and drugs
And rock and roll 

Drool, drool, drool, drool, drool, drool
My Payola!
Drool, drool, drool, drool, drool, drool
My Payola! 

You'll pay ten bucks to see me
On a fifteen foot high stage
Fatass bouncers kick the shit
Out of kids who try to dance 

If my friends say
I've lost my guts
I'll laugh and say 
That's rock and roll 

But there's just one problem

[Chorus]
Is my cock big enough
Is my brain small enough
For you to make me a star
Give me a toot, I'll sell you my soul
Pull my strings and I'll go far 

And when I'm rich
And meet Bob Hope
We'll shoot some golf
And shoot some dope 

Is my cock big enough?
Is my brain small enough?
[Repeat chorus, etc. etc.]

Tuesday, April 10, 2012

banksy at the west bank barrier

stencil do artista inglês banksy no west bank barrier, grande muro que separa israel dos territórios palestinos. no google tem muito mais. banksy tem uma história interessante. até onde sei, ninguém sabe ao certo sua identidade. uns dizem até que banksy é o nome de um coletivo de artistas. vai saber. conta uma história que uma senhora chorou quando a prefeitura de londres (não me lembro se é exatamente londres) apagou um grafite de banksy do muro da casa dela. já ouvi falar que até alguns imóveis valorizaram depois que banksy grafitou seus muros. para uns vandalismo, para outros arte.

Tuesday, April 03, 2012

a casa dos budas ditosos

a casa dos budas ditosos de joão ubaldo ribeiro (leia outros livros desse cara), foi publicado inicialmente na série "plenos pecados" em 1999. o pecado tema to livro é a luxúria. o livro é narrado por uma mulher de 68 anos falando de sua própria vida e de como jamais se furtou a viver, com todo prazer e sem respingos de culpa, as infinitas possibilidades do sexo. infinitas mesmo. bem indicado pela amiga alexandra e que li avidamente, não só pelo conteúdo, mas pela técnica de mestre do escritor. joão ubaldo ribeiro é um dos melhores escritores contemporâneos. além de contos, eu já li outros livros dele. lembro muito do diário do farol (2002) cujo eu-lírico é um sociopata, o livro mostra também como pessoas desse tipo ascendem facilmente na sociedade. um ótimo conto de ubaldo está na coletânea contos para se ler na cama, muito engraçado. o título é a vez quando luiz cuiúba comeu seis ou sete veranistas. conta as peripécias sexuais do tal cuiúba, baiano, com turistas americanas, paulistas e cariocas. mas esses são levíssimos se comparados ao primeiro que citei. a casa dos budas ditosos é de chocar os puritanos e moralistas de plantão.  

Friday, March 30, 2012

we are the 99%

ocupação é a palavra da vez. ações de ocupação estão acontecendo em todo o mundo. no meio do ano passado um rapaz no tumblr veio com essa frase we are the 99% e em menos de um ano isso virou o slogan de todo um movimento. há muitas coisas para serem ditas sobre os movimentos de ocupação, mas em linhas gerais, quase todos tem as mesmas características: não são violentos, presença das diversas manifestações de arte, ocupam o espaço público, são divulgados e combinados pela internet, são organizados de maneira horizontal, ou seja, sem líderes como numa organização hierárquica vertical. todos lutam por uma estrutura econômica e relação de poder mais justas. não tem nada de novo nisso, mas é a primeira vez que ganha o mundo inteiro de uma vez. na sua essência esses movimentos são anarquistas. o anarquismo é fonte de uma discussão sem fim. há alguns que dizem que não estamos preparados para viver numa sociedade anárquica. mas o que você tem hoje? eu tenho vários amigos, muitos bem próximos, que acordam todos os dias e estão prontos pra enfrentar horas de deslocamento em situações nada confortáveis, nada humanas. não bastasse o deslocamento diário estressante, estão prontos pra um dia de trabalho de oito horas. isso, na sua grande maioria, por cinco dias da semana. por anos e anos até a velhice de suas vidas. se você está pronto pra isso, você está pronto pra qualquer coisa. basta abrir os olhos. olhe ao seu redor. como isso pode ser melhor do que querer a cidade para as pessoas, com ações mais diretas e menos burocráticas. com pessoas ocupando o espaço público, trocando experiências, ensinado coisas umas pras outras, aprendendo, se manifestando. com relações de trabalho mais humanas e não como esse modelo exploratório no qual vivemos. isso é migalha. todos merecemos mais tempo, temos uma vida pra viver, a única. há todo um movimento acontecendo. como diz a imagem aí de cima: 99 to one. those are great odds. stand together. 

Tuesday, March 27, 2012

jello biafra

eric reed boucher, mais conhecido como jello biafra. nascido em 1958. foi somente a voz do dead kennedys. sempre curti, mas foi algo que fui aprendendo a apreciar com o tempo. uma das bandas mais importantes do movimento punk e os pais do que hoje chamamos de hardcore. no último sábado, dia 24, jello biafra e sua banda the guantanamo school of medicine se apresentaram no beco 203, na augusta. a casa nem estava tão cheia como imaginei que estaria. fiquei ali, do lado esquerdo, quase sentado no palco. eu, enio e monica. tenta imaginar esse cara ao vivo. aos seus 54 anos stage diving na galera. agora imagina eu ouvindo clássicos como california uber alles, holiday in cambodia e too drunk to fuck. catarse coletiva!

Monday, March 26, 2012

pelo vale do tiquatira [bike #49]

na foto de darcio herrero: eu, gérson e guilherme pedalando na inauguração da terceira ciclofaixa de lazer da cidade de são paulo, no tiquatira, zona leste. rolê #49 do chave-de-boca. o parque linear tiquatira fica num vale, entre os bairros da penha e cangaíba. hoje o córrego é canalizado, mas eu lembro de quando a região era uma imensa várzea. conta dona rita que ela nadava e pegava peixinhos com a peneira. a ciclofaixa tem 14km de extensão e é uma ótima opção pra quem quer pedalar conversando com os amigos e ouvindo histórias. mas lembre-se, só de domingo das 7h às 16h. 

Wednesday, March 21, 2012

provo realises that it will lose in the end, but it cannot pass up the chance to make at least one more heartfelt attempt to provoke society.

amsterdã, anos 60
quando meus pais estavam na adolescência e moravam numa pequena cidade do interior de são paulo, na inglaterra os beatles estavam lançando os álbuns rubber soul e revolver, e ali perto na holanda estava nascendo um movimento de contracultura que tinha como foco provocar atitudes violentas por parte das autoridades através de ações não violentas. o nome desse grupo era provo, que vem do holandês provocatie, em português provocação. as provocações eram criativas e contavam com o apoio popular. chegaram a colocar as autoridades em muitas gafes. os provos influenciaram o movimento hippie e até o movimento estudantil de maio de 68, tido por alguns filósofos e historiadores como um dos principais movimentos revolucionários do século xx. muito do que vemos em amsterdã nos dias de hoje é fruto dessa semente plantada pelos provos. conta-se que numa ação de provocação contra a ditadura do carro - e isso era anos 60 - os provos espalharam algumas dezenas de bikes brancas (the white bicycle plan) pela cidade para serem usadas pela população. as bicicletas foram recolhidas pelas autoridades por infringir uma lei que dizia que as mesmas não poderiam ficar estacionadas sem cadeado. os provos espalharam as bikes novamente, só que dessa vez com cadeados e as combinações pintadas na bike. estou colocando o plano de maneira bem simplificada e qualquer navegada na internet você consegue se aprofundar na questão. muito dessa tolerância que se tem hoje em dia em relação à maconha, com seus coffee shops, também é fruto das ações que começaram com os provos na década de 60. 
penso que todo movimento em prol da conquista de algo bom, não só pra quem participa, mas pra sociedade em geral, deve ser encorajado e divulgado. gostaria eu poder andar de bicicleta com mais segurança pela cidade onde nasci e moro, com respeito mútuo entre motoristas e ciclistas, e ter um transporte coletivo de melhor qualidade. gostaria de poder consumir algo de boa qualidade sem ter que me esconder ou movimentar algo que só traz malefícios sociais, que me empurra a uma contradição e um conflito ético porque a legalização não é interessante pra meia dúzia de gatos pingados que se encontram no poder. gostaria também de trabalhar menos, bem menos. ter mais tempo pra atividades artísticas e a convivência com as pessoas que gosto. e se um dia for pai, ter mais tempo pra educar e dar amor.

como diz um amigo, o jeito é resistir, provocar e praticar o sarcasmo. ou, se recolher na frente da televisão depois de um dia cansativo de trabalho. 

jello biafra and the guantanamo school of medicine [discografia]

the audacity of hype (2009)
selo: alternative tentacles
jello biafra (vocals), ralph spight (guitars), jon weiss (drums), billy gould (bass), kimo ball (guitars).

1. the terror of tinytown
2. clean as a thistle
3. new feudalism
4. panic land
5. electronic plantation
6. three strikes
7. strength thru shopping
8. pets eat their master
9. i won't give up

enhanced methods of questioning (2011)
selo: alternative tentacles

1. dot com monte carlo
2. the cells that will not die
3. victory stinks
4. invastion of the mind snatchers
5. miracle penis highway
6. metamorphosis exploration on deviation street jam

Monday, March 19, 2012

the art of modern rock - the poster explosion

opa. não precisa esperar aniversário, eu aceito esse livro como presente em qualquer data. já tinha publicado uma postagem sobre flyers de shows de rock. é só dar uma navegada nos tags artwork ou silk na sessão por aqui, aqui do lado direito do blog. o livro contem nada mais nada menos que 1600 posters de mais de 200 artistas e estúdios. além da história do movimento silk screen. é a história do rock através de flyers. um must pra quem curte a parada.

the art of modern rock - the poster explosion
paul grushkin & dennis king

Thursday, March 15, 2012

mom, i think i saw a penis!

"o bater de asas de uma borboleta em tóquio pode provocar um furacão em nova iorque" (teoria do caos) 

essa guria da foto é janet burston. morreu aos 63 anos devido a um câncer. janet ficou conhecida porque participou da série de curtas our gang, que foi produzida entre os anos 20 e 40. sua estréia na série foi cantando a canção de ninar tippi tippi tin. aí você pergunta: tá, e aí? terá que continuar lendo. mas antes tenho que te falar da próxima guria. essa da foto abaixo.
olha quem está aqui! tipper gore. segunda dama (isso quer dizer que ela foi esposa de um vice-presidente) entre 1993 e 2001. sim, tipper gore foi esposa de al gore. foram casados por 40 anos. se separaram há pouco tempo, você deve lembrar. mas antes que eu entre em outros devaneios e perca a linha de pensamento, tipper não é seu nome. seu nome é mary elizabeth. tipper é um apelidinho por causa da canção de ninar tippi tippi tin. isso, aquela que falei lá em cima, cantada por janet burston no episódio all about hash, da série de curtas our gang. que gracinha! e no seu baile de formatura conheceu al gore. e começaram a namorar imediatamente. assim como mostram os filmes americanos. não é perfeito? mas antes que você peça um lenço, eu ainda preciso te falar que ela foi a co-fundadora da PMRC (the parents music resource center), o grupo responsável por colocar aqueles avisos que vão em capas de LPs e CDs, alertando os pais sobre o conteúdo inapropriado da obra. aqueles que dizem: parental advisory explicit content. ah, antes que eu me esqueça: quando jovem, tipper teve uma banda só de meninas chamada wildcats. isn't that cute?

vamos dar um pulo agora. voltemos no tempo, em meados de 1985. faça um exercício. você é uma garotinha adolescente e está numa loja de discos em los angeles. aí você vê esse álbum:
os fãs de dead kennedys o conhecem bem. esse é o álbum frankenchrist, o terceiro deles. tem clássicos como jock-o-rama e MTV get off the air. você gosta do gênero punk/hardcore e resolve levá-lo pra casa. chegando em casa, você obviamente vai abri-lo. (deu até saudades desses tempos. de adquirir um álbum e não ver a hora de chegar em casa pra escutar). eis que o inesperado acontece:
OH MY GOODNESS! sua mãe fica chocada e resolve acionar o PMRC, que por sua vez, acusa criminalmente a banda, o selo independente alternative tentacles e todos os outros envolvidos por distribuição de conteúdo prejudicial para menores. durante esse período a polícia chegou até a invadir a casa do vocalista jello biafra pra fazer uma busca. o álbum foi banido de várias lojas ao redor do país mas o julgamento acabou  absolvendo os acusados. depois do término da banda, jello biafra levou o caso ao programa the oprah winfrey show para discutir a questão de letras de músicas controversas e censura. quem estava lá? sim, tipper gore. e é isso que eu quero te mostrar. por último, mas não menos importante, o poster obsceno é do artista surrealista h.r. ginger e é intitulado: work 219: landscape xx, mais conhecido como penis landscape e é de 1973.

Wednesday, March 14, 2012

why did you do that to me!?

omfg! era só falar tchau, até a próxima. mas a monica veio com essa: você tá sabendo que vai ter show do jello biafra? inferno! depois de ter ouvido os dois álbuns de sua atual banda: jello biafra and the guantanamo school of medicine, assim, exaustivamente, não posso esperar pra começar a ouvir esses três álbuns de uma de suas várias outras bandas: lard. já estão todos baixados. sempre dou aquela aloprada básica nos meus alunos que dizem não conseguir dormir na véspera de uma excursão de escola ou coisa do tipo. sim, estou me sentindo exatamente assim. 

lard - the power of lard (1989)
lard - the last temptation of reid (1990)
lard - pure chewing satisfaction (1997)

Tuesday, March 13, 2012

jello biafra and the guantanamo school of medicine - the audacity of hype [2009]

the audacity of hype é uma paródia com o nome do livro que barack obama lançou em 2006: the audacity of hope. acho dead kennedy's muito foda e jello biafra um baita de um frontman. numa conversa com amigos fiquei sabendo que ele estará fazendo show aqui em sampa no próxima dia 24 de março com sua banda jello biafra and the guantanamo school of medicine. esse álbum é de 2009 e contou com billy gould do faith no more no baixo. ano passado lançaram o segundo: enhanced methods of questioning. eu já tô fazendo um esquenta.

track listing: 1. the terror of tinytown / 2. clean as a thistle / 3. new feudalism / 4. panic land / 5. electronic plantation / 6. three strikes / 7. strength thru shopping / 8. pets eat their master / 9. i won´t give up

jello biafra and the guantanamo school of medicine
24 de março de 2012 - sábado às 19h
local: beco 203 sp (rua augusta, 609)
segundo lote: 80 pilas

Monday, March 12, 2012

bar do alemão de bike

bar do alemão? se me conhece, já deve ter ouvido falar. olha aqui o rolezinho que fizemos pra lá nesse domingo. cheers!


chavedebocabikers.blogspot.com

Saturday, March 10, 2012

pedalar pelado. por quê?

a história do world naked bike ride é muito interessante. em 2004, tanto no canadá como no espanha, aconteceram eventos similares na mesma época, o inconsciente coletivo que tinha vontade de expor o corpo frente a essa indecência que é a política de transporte urbano. é com essas palavras que renata falzoni abre essa matéria sobre a pedalada pelada. nos vídeos, histórias interessantes de pessoas que adotaram a bicicleta como meio de transporte e a experiência de mostrar o corpo na frente de um monte de câmeras, jornalistas e dos próprios amigos. além da reação da polícia. assista esses dois vídeos que tirei do site bicicleteiro.org e entenda as razões da pedalada pelada.


Wednesday, March 07, 2012

subversão em duas rodas

subversão. não pense que vou falar de vandalismo, de revolta gratuita, de inconformismo barato. se você pensa assim, está longe de entender o ponto de vista que vou colocar aqui. vivemos em sociedade. o homem é um ser social. se relaciona. essa sociedade é composta de toda uma estrutura e hierarquia de autoridades: governo, polícia, família, escola, religião e por aí vai. esse é o tal do sistema no qual vivemos. qualquer ato subversivo tem como objetivo destruir as bases da fé que temos no status quo, no atual estado de coisas, no sistema. é um ato de não-conformismo e a história tá cheia de exemplos de que isso muitas vezes não é em vão. a bicicletada é um ato subversivo. é óbvio que no meio das cerca de 500 pessoas que compareceram na bicicletada nacional de ontem, que aconteceu em várias cidades do brasil e até em caracas na venezuela, muitos pensam de maneira diferente. o protesto sobre duas rodas de ontem teve todos os elementos que gosto de ver numa bicicletada: die-ins (ciclistas deitados no chão com suas bikes para simbolizar acidentes e ciclistas mortos no trânsito) bike lifts (levantar a bike no ar com as mãos) pintura de "bicicletinhas" no asfalto (que é de obrigação da cet, como rege o artigo 24 do código de trânsito brasileiro). nos momentos do corking (que é bloquear os semáforos até que todas as bikes passem) os ciclistas aproveitaram para entregar panfletos e flores. você só vai saber o que é estar num evento desse, indo. subversão em duas rodas. e o trânsito? o trânsito somos todos nós.

Wednesday, February 29, 2012

para os pedaleiros

procurando uns parceiros pra pedalar? dá uma olhada no blog do chave-de-boca. tem um rolezinho pra conhecer a ciclofaixa da zona norte nesse domingo. às vezes quem tá iniciando fica com receio de não aguentar e essas coisas mas aqui não é o caso. o rolê é bem suave, devagar, só pega uma subidinha boba já chegando na zona norte, mas é coisa pequena, qualquer coisa é só descer da bike como todo mundo faz quando começa a pedalar. segue o flyer pro rolê em questão. (mas continua descendo que tem mais).


dia 9 de março tem bicicletada que é sempre bacana. essa no caso é a bicicletada zona leste. a galerinha se encontra na praça silvio romero, uma papo jogado fora aqui, uma breja pra esquentar ali e uma pedalada sem destino fixo pelas ruas da zona leste. saiba mais sobre o movimento acessando o link.

e praqueles mais animados, já no dia 10, sábado à noite tem world naked bike ride, ou pedalada pelada como dizemos aqui. o movimento tem toda uma razão. veja o link também. uma coisa é: diversão na certa. 

Monday, February 27, 2012

a revolução dos bichos - george orwell (1945)

o título original em inglês é animal farm, em portugal é chamado de o porco triunfante, o triunfo dos porcos ou a quinta dos animais. considerado um dos melhores livros em língua inglesa. esse é daqueles que você lê numa sentada. por conta disso, foi um dos poucos livros que li mais de uma vez. no blog literatura fantástica tem uma crítica muito legal. muito mais do que uma condenação ao socialismo, como gostam de dizer, é uma critica à natureza essencialmente egoísta de nossa própria espécie.

veja também: nineteen eighty-four - george orwell (1948)

Sunday, February 26, 2012

teresa filósofa

era comum, e creio que ainda exista, casos de pessoas que escreviam livros e compartilhavam somente com amigos ou publicados clandestinamente com pseudônimos. a autoria, secreta, desse clássico da literatura erótica hoje é atribuída ao senhor jean baptiste de boyer, o marquês d'argens, nascido em 1704 e morto em 1771. o livro é divertído, com personagens cínicos e cheio de erotismo, como é de se esperar. thumbs up!

Friday, February 24, 2012

nineteen eighty-four - george orwell (1948)

se há uma verdade ela é: não julgue um livro pela capa. tempos atrás alguém falou desse livro, me emprestou e na estante ficou por anos. toda vez que pegava - exatamente essa capa ao lado - eu não tinha interesse nenhum em ler. isso mesmo, puro preconceito que já não tenho mais com capas de livros. o livro em questão, 1984, simplesmente foi um marco pra mim. à época, me revelou muitas coisas, mudou minha visão em relação ao mundo e minha vida, sem exageros. não sei se o leria novamente, acho que não. já tentei, em inglês, mas não foi. a coisa é que o mundo que te cerca é cheio de referências a essa obra-prima da literatura. não deixe de ler e se revolte também. um pouco de revolta não faz mal a ninguém. 

1984 retrata o cotidiano de um regime político totalitário e repressivo no ano homônimo. wilson smith, um homem com uma vida aparentemente insignificante, que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime através da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo esteja sempre correto no que faz. smith fica cada vez mais desiludido com sua existência miserável e assim começa um rebelião contra o sistema. o romance fala sobre liberdade individual, sobre governos controlando e fiscalizando a vida dos cidadãos e apesar de ter sido escrito em 1948, é bem atual. muitos termos e conceitos do livro estão hoje em dia no vernáculo popular, como a palavra big brother.

Thursday, February 23, 2012

brave new world - aldous huxley (1932)

aproveitando o gancho do post anterior onde falei do brief candles, coloco aqui outro livro de huxley. li pela primeira vez em inglês, em tempos onde ainda engatinhava no estudo da língua, creio que era até uma versão adaptada. depois re-li em português. é um livro incrível. se literatura é a sua vibe, leia. eu mesmo estou pensando em ler novamente um original, em inglês, que parou em minhas mãos. segue a descrição tirada do wikipédia.

admirável mundo novo narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizadas por castas. a sociedade desse "futuro" criado por huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". as crianças tem educação sexual desde os mais tenros anos da vida. o conceito de família também não existe. 

algumas referências ao livro em outras artes:

- a música admirável chip novo, da pitty, cita, de forma subjetiva, várias idéias contidas na obra de huxley.
- a música admirável gado novo, de zé ramalho, é obviamente um trocadilho com o nome do livro.
- o iron maiden tem uma música e um álbum com o nome do livro e traz na capa do álbum uma londres do futuro baseado na descrição de huxley.
- a banda strokes tem uma música chamada soma, que faz alusão à droga descrita no livro.

mais alguma referência que você conhece?

Wednesday, February 22, 2012

brief candles - aldous huxley (1930)

brief candles (fogo fátuo, em português) é de 1930 e consiste em quatro short stories. bem difícil encontrar em português, mesmo em sebos. então, se você tem uma boa leitura em inglês nem pense duas vezes. além, é claro, de ser bem melhor sem essas interferências de tradução. depois da leitura de o amor nos tempos do cólera de garcía márques, entrei numa fissura de ler outros livros dele. enquanto procuro o próximo vou postar aqui alguns livros que foram inesquecíveis de outras épocas de quando nem tinha esse blog. pra quem não sabe, huxley é o autor de brave new world (admirável mundo novo) do qual falarei em outra postagem. huxley também escreveu the doors of perception, onde relata suas experiências depois de ter usado mescalina durante uma tarde. foi daí que a banda the doors tirou seu nome. a arte influenciando a arte. já o nome do livro em questão foi tirado de macbeth, de shakespeare, que merece destaque:

"Out, out, brief candle! Life's but a walking shadow, a poor player that struts and frets his hour upon the stage and then is heard no more: it's a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing."

Tuesday, February 21, 2012

o amor nos tempos do cólera (1985)

"... e se assustou com a suspeita tardia de que é a vida, mais que morte, a que não tem limites".

um romance irresistível sobre o amor, a velhice e a morte. um dos melhores livros que já li. os personagens juvenal urbino, florentino ariza e fermina daza nunca serão esquecidos por mim. gabriel garcía márquez tem o domínio da palavra certa, um prodigioso talento narrativo e uma incrível capacidade da manter aceso o interesse e a emoção do leitor em meio a um emaranhado de histórias no qual corre o fio da narrativa fascinante de um amor que desabrocha quando nada mais se espera da vida.

Tuesday, February 14, 2012

o amor nos tempos do cólera [#2]

continuação de o amor nos tempos do cólera [#1]

antes uma observação: o desfecho ocorrerá somente na parte #3. isso se eu lembrar. porque quase esqueci de postar aqui a sequência abaixo. que preguiça. mas agora que começou, vai.

em tempo: se fosse compartilhar cada trecho que gosto desse livro, teria que digitá-lo todo aqui. é fascinante, mesmo.

bom, sem mais delongas, lá vai. sem imagens dessa vez.

Começou com a simplicidade da rotina. O doutor Juvenal Urbino tinha voltado ao quarto, nos tempos em que ainda tomava banho sem ajuda, e começou a se vestir sem acender a luz. Ela estava como sempre a essa hora em seu morno estado fetal, os olhos fechados, a respiração tênue, e aquele braço de dança sagrada sobre a cabeça. Mas estava meio desperta, como sempre, e ele estava sabendo. Depois de longos rumores de linhos engomados na escuridão, o doutor Urbino falou consigo mesmo:
- Faz uma semana que estou tomando banho sem sabonete - disse.
Então ela acabou de acordar, lembrou, e rolou de raiva contra o mundo, porque na verdade tinha esquecido de substituir o sabonete no banheiro. Tinha notado a falta três dias antes, quando já estava debaixo do chuveiro, e pensou em botar o sabonete depois, mas esqueceu o assunto até o dia seguinte. No terceiro dia tinha ocorrido o mesmo. Para dizer a verdade, não tinha se passado uma semana, como ele dizia para lhe agravar a culpa, e sim três dias imperdoáveis, e a fúria de ser apanhada em falta acabou de enraivecê-la. Como de costume, se defendeu atacando. 
- Pois tenho tomado banho todo o santo dia - gritou fora de si - e sempre tem havido sabonete.
Embora ele conhecesse de sobra seus métodos de guerra, desta vez não pôde suportá-los. Foi morar a um pretexto profissional qualquer nos quartos de internos do Hospital da Misericórdia, e só aparecia em casa para trocar de roupa ao entardecer antes das consultas a domicílio. Ela ia para a cozinha quando o ouvia chegar, fingindo qualquer afazer, e ali permanecia até escutar vindos da rua os passos dos cavalos do carro. Cada vez que procuraram resolver a discórdia nos três meses seguintes, só conseguiram atiçá-la. Ele não se dispunha a voltar enquanto ela não admitisse que não havia sabonete no banheiro, e ela não se dispunha a recebê-lo enquanto ele não reconhecesse ter mentido de propósito para atormentá-la. 

to be continued...

Thursday, February 09, 2012

o amor nos tempos do cólera [#1]

já digo de antemão, as palavras que seguem foram retiradas do livro ao lado. um trecho interessante onde gabriel garcía márquez descreve um acontecimento trivial da vida em comum que quase terminou com uma relação de meio século. a maneira de contar, o tom que ele dá aos personagens e todo o desfecho simples desse acontecimento é umas das várias possíveis respostas à pergunta "o que é arte". é também uma amostra do que os estudiosos da arte das letras chamam de realismo. estou escrevendo aqui como alguém que compartilha uma música. vou dividir em partes, pra evitar a fadiga.

Não havia ninguém mais elegante do que ela para dormir, com uma postura de dança e a mão sobre a testa, mas também não havia ninguém mais feroz quando lhe perturbavam a sensação de se crer adormecida quando já não estava. O doutor Urbino sabia que ela permanecia ligada ao menor ruído que ele fizesse, e que inclusive teria agradecido a ele, para ter em quem botar a culpa de acordá-la às cinco da manhã. Tanto era assim que nas poucas ocasiões em que tinha de tatear nas trevas por não encontrar os chinelos no lugar de sempre, ela dizia logo numa voz de quem está entre dois sonhos: "Você deixou os chinelos no banheiro ontem à noite." Em seguida, com a voz desperta de raiva, amaldiçoava:
- A pior desgraça desta casa é que não se pode dormir.
Então rolava na cama, acendia a luz sem a menor clemência para consigo mesma, feliz com sua primeira vitória do dia. No fundo era um jogo de ambos, mítico e perverso, mas por isso mesmo reconfortante: um dos muitos prazeres perigosos do amor doméstico. Mas foi por causa de um desses brinquedos triviais que os primeiros trinta anos de vida em comum estiveram a ponto de se acabar porque um certo dia faltou sabonete no banheiro.

(to be continued)

Wednesday, February 08, 2012

para mercedes, é claro.

o título dessa postagem é a dedicatória de gabriel garcía márquez em o amor nos tempos do cólera. esse é claro depois da vírgula tem uma força instigante incrível. uma palavra simples mas usada no momento certo, no lugar certo. isso é a arte das letras. nunca tinha lido nada de gabriel garcía márquez e estou boquiaberto com a capacidade de contar uma história que esse cara tem. el amor en los tiempos del cólera, título original em espanhol, fascinante!

Monday, February 06, 2012

e aí seus maloqueiros, vamos? 1 ano de chave-de-boca

pneu slick 1.5 pra render mais no asfalto, pedivela e pedal novo, trocador de marcha mais eficiente. agora só falta arrumar uns loucos pra andar de bike comigo. foi assim que decidi postar essa foto no facebook e marcar alguns amigos que já andavam de bike pra fazer um rolê legal. o dilei já pedalava e tentava me convencer a investir uma grana legal (leia-se mais de 2 mil reais) e montar uma speed pra sair nos rolês com ele. mas eu não tinha a grana legal e acho que nem gastaria isso numa bike. já tinha essa que havia comprado da irmã do hugo por 100 pilas, que diga-se de passagem, foi convencida a me vender por esse preço depois de muita barganha de minha parte. não foi fácil, mas um dia cheguei com as duas notas de 50 e o cheiro da grana num momento de fraqueza e vacas magras me ajudaram na empreitada. demorou cerca de 1 ano pra eu dar um upgrade na bike, mas assim que resolvi me mover, fui dar uma volta no parque ecológico do tietê e tirei essa foto aí de cima. além do dilei, foram marcados na foto mais outros amigos, de diferentes lugares. ricardo, felipe ometto, jair, dan e leon. aí é aquela história, um que lembra de outro e a massa foi engrossando. hugo, priscila, waltiér e ivan. e foi assim que saímos todos às 10 da noite de uma sexta-feira rumo ao centro de são paulo. o resto é história conhecida no grupo. meu pedal saiu da pedivela, ninguém tinha uma chave-de-boca e taí o porquê do nome do grupo. a coisa é que eu nem imaginava que isso ia dar em quase 40 rolês naquele ano. e muito menos imaginava que quase todos seriam feitos de domingo de manhã. confesso, até hoje isso pra mim é difícil. mas vamos lá. pedalar é revigorante. cura a ressaca. mas isso não tem nenhuma embasamento científico. não vá por mim. mas fato é que me ensinou a beber menos, pelo menos aos sábados. hábitos não tão saudáveis a parte, nesse último ano minha resistência física aumentou e através da bike conheci inúmeras outras pessoas. seria injusto em não falar que o grande responsável pelo sucesso dessa brincadeira é o meu grande amigo marcos. ele que organiza, que manda email pra todos, que mantém o blog atualizado. sem o marcos nessa história e seu grande senso se organização e boa relação com os outros o chave-de-boca teria sido somente uma brincadeira de verão. sem esquecer os inúmeros outros que vieram nesse tempo e que conferem ao grupo uma dinâmica muito legal. adriana, patrícia, érika, riberto, janaína, gigi, paulinho, rui, cabelo, gerson e por aí vai. e eu continuo seguindo como comecei: e aí seus maloqueiros, vamos?
noite quente. aniversário de 1 ano do chave-de-boca.

Friday, February 03, 2012

um rolê e um nome

1 ano atrás alguns amigos e eu saímos num rolê noturno de bike partindo do metrô vila matilde em direção ao centro de são paulo. alguns já estavam pedalando, outros voltaram a pedalar exatamente naquele dia depois de anos sem montar na magrela. saí pedalando do danfer com o hugo, ivan e dan. quer dizer, o dan teve que ficar porque seu pneu furou bem na porta da minha casa. não tínhamos o que fazer, estávamos totalmente despreparados e ele acabou desistindo. encontramos com o resto da turma na passarela do metrô vila matilde. ometto, dilei, waltiér, jay, leon, ricka e pri. no caminho, na região do brás meu pedal saiu da pedivela e para surpresa de todos, ninguém tinha uma chave-de-boca. seguimos ao nosso destino, comemos um lanche no estadão no centro de são paulo. o batismo veio no dia seguinte quando jay sugeriou o nome chave-de-boca. a brincadeira faz 1 ano amanhã e no flyer tosco (costume do grupo) segue as informações do rolê de aniversário. go, go.

Wednesday, February 01, 2012

o jardim de cimento - ian mcewan [1978]

mais um livro da pilha dos livros que não ia ler. acabei pegando e fui até o final. não conhecia o escritor ian mcewan e a leitura de o jardim de cimento não me instigou a procurar outros livros dele. o título original é the cement garden, e se você lê em inglês acho que vale a pena tentar. esse entra no esquema escambo de livros, topo uma troca. segue a descrição:

Já neste seu primeiro romance, Ian McEwan revelava as características que o confirmariam como um dos maiores escritores ingleses de sua geração: o domínio técnico, a linguagem seca, narrativa de forte apelo visual, guinadas surpreendentes. Mesclando elementos da tradição gótica inglesa a um enredo sem qualquer tipo de devaneio lírico, o autor constrói uma experiência literária áspera e visceral: após a morte dos pais, quatro crianças encerram-se no minúsculo mundo do lar, entregando-se a todo tipo de sensações e descobertas bizarras. Com o tempo, passam a mimetizar os papéis dos adultos ausentes, criando uma nova estrutura familiar que desaba quando a irmã mais velha leva um estranho ao núcleo fraterno. É só o começo de um inferno existencial para o qual não haverá saída.

Sunday, January 29, 2012

burnt out surfin' and skatin' motherfuckers

pra quem curte um bom rock californiano do final dos anos 80 e se liga nessas paradas de grafite e skate. se você gosta do gênero thrash punk metal, vai pirar nesses caras. excel foi formado em 83 e tinha na guitarra o maluco adam siegel que em 90 gravou o primeiro álbum do infectious grooves: the plague that makes your booty move... it's infectious grooves. viva a internet!
lindo grafite no mais clássico wild style.

Tuesday, January 24, 2012

bicicletada paulista de janeiro


mas um flyer tosco feito no paintbrush para a bicicletada paulista. é dia 27 agora, sexta-feira, no horário de sempre. pode vir de bike, patins, skate, qualquer veículo não motorizado. venha, ocupe, celebre o espaço que também é seu. a bicicletada é uma grande festa!
mais info no flyer ou: bicicletada.org/saopaulo
hasta luego!

Thursday, January 12, 2012

escambo de livros

devido às várias mudanças que tive que fazer nos últimos anos, comecei a doar vários livros que tinha, empoeirados em estantes de prateleiras também empoeiradas. não fico com mais nenhum. leio e já tomo conta de dar um destino pra eles. não sou um leitor ávido, leio bem devagar e pouco. tento começar vários livros, mas desisto da maioria logo nas primeiras páginas. o hugo chegou em casa com uma sacola cheia de livros, um dia desses. selecionamos os que queríamos ler e colocamos de lado aqueles que faríamos circular, formando assim duas pilhas. a coisa interessante é que acabei lendo um que estava na segunda pilha, esse aí ao lado. 24 horas na vida de uma mulher, de stefan zweig. se você pratica o escambo de livros, pense em mim quando for se livrar de algum. 

Thursday, January 05, 2012

parque ecológico > jardim romano [rolê #40]

já chegamos no rolê #40. quem diria! mais uma edição do explore zl, agora para o jardim romano. são cerca de 18,5km só ida. pra quem tem que estar em casa mais cedo, tem a opção de voltar de trem. domingo bike é liberada o dia inteiro. o rolê é bem suave, tudo reto e boa parte por ruas residenciais. já pedalamos por essas bandas e é sempre divertido. tem a clássica parada em qualquer padaria pelo caminho pra tomar aquele segundo café da manhã. é só torcer pra não cair aquela chuva costumeira de janeiro. bora!

Friday, December 16, 2011

waiting like a stalking viper... [tool - undertow - 1993]

undertow é o primeiro álbum de estúdio do tool. lançado em '93 quando o grunge estava no seu clímax, esse álbum veio mostrar que o metal estava bem vivo e pode ser inteligente, intenso e poético. tool foi a descoberta dos últimos anos pra mim. esse álbum, por exemplo, só fui ouvir pela primeira vez em '07. onde ele estava esse tempo todo? o quarteto californiano conta com o polêmico maynard james keenan nos vocais, adam jones na guitarra, paul d'amour (substituído por justin chancellor) no baixo e o talentoso e agora cinquentão danny carey na bateria. poucos sabem, mas esse álbum foi muito influente pro rock californiano do início dos anos 90. quando lançado, abriu a porta pra muitas outras bandas e mostrou que a coisa não era só o grunge de seattle. pode ser considerado um dos álbuns mais polêmicos do tool. são 10 faixas de arranjos complexos, letras sedutoras, conteúdo provocativo. coisa de gente doida mesmo. arte!
o conteúdo do encarte fez com o álbum fosse removido de lojas como kmart e wal-mart. a banda reagiu lançando um outra versão mostrando um grande código de barra.
em algumas versões do álbum, quando a capinha preta que segura o cd é removida, tem uma imagem de uma vaca lambendo o que parece ser sua região genital. é óbvio que esse tipo de coisa seria censurada na cultura americana conservadora. em alguns outros países onde o álbum foi lançado a imagem aparece sem problemas na parte transparente de trás da capinha do cd. a imagem do porco acima também é mostrada em algumas versões. o porco, chamado moe, é do guitarrista adam jones, que é o responsável pela arte do cd. clique na imagem para ver melhor.

undertow track listing:
1. intolerance 
2. prison sex
3. sober
4. bottom (com participação de henry rollins)
5. crawl away
6. swamp song
7. undertow
8. 4º 
9. flood
10. disgustipated


outras postagens sobre o tool é só procurar pelo tag tool ao lado.

Tuesday, December 13, 2011

baú: cobain em cana

estou tirando várias coisas do baú. achei essa reportagem também, da mesma revista bizz de 93. aí vai.

Kurt Cobain pegou algumas horas de cana por dar uns tabefes em sua adorável (#not) esposa, Courtney Love. A barra dele ainda ficou mais suja porque a polícia de Seattle encontrou três armas e uma grande quantidade de munição em sua casa. Courtney defendeu o marido, dizendo que as marcas em seu braço e pescoço teriam sido provocados pelas cordas de sua guitarra. "Kurt e eu raramente brigamos. Ninguém poderia encontrar melhor marido. Ele é um verdadeiro feminista", declarou para a NME, dando um exemplo do modo com o qual as mulheres devem se portar nessa situação. Enquanto isso continua o bafafá sobre o novo disco do grupo. O produtor e rei do mau-humor Steve Albini diz que "a Geffen e os empresários da banda odiaram o disco, não acredito que ele venha a ser lançado." Cobain negou a boataria em carta à Newsweek, dizendo "temos controle total sobre nossa música". A Geffen confirma o lançamento do já polêmico álbum para o dia 18 de setembro. Deve se chamar In Utero.

aproveita que você chegou até aqui e leia:


I'm very ape and very nice... [Nirvana - In Utero - 1993]

Friday, December 09, 2011

baú: lollapalooza '93

mais uma do baú. uma revista bizz da época que a moeda ainda era CR$. essa edição fala sobre o lollapalooza de 93, quando o lolla ainda era um travelling festival por terras norte-americanas. na época dois palcos - main stage e side stage. no segundo, várias bandas desconhecidas (pelo menos pra mim) que nem vou citar. o tool (umas das minhas bandas favoritas) foi uma delas. já no main stage o lineup foi o seguinte e nessa ordem: rage against the machine, babes in toyland, front 242, arrested development, fishbone, dinosaur jr., alice in chains e primus. a matéria é longa e o moço da revista que foi até chicago conferir o festival traçou várias comparações com o do ano anterior, o de 92. também ensaiou uma resposta à pergunta "o big business devorou o submundo, ou o underground que virou um grande negócio?", mas não conseguiu responder. enfim, vou reproduzir aqui um trecho que ele comenta sobre as bandas e suas performances e você fica com um pouco de história desse festival que começou em 91.

Por André Barcinski.

o primeiro a subir no palco foi rage against the machine. São quatro caras de los angeles, metidos a ativistas políticos. nada contra, é de se admirar pessoas que levam política a sério. o problema é quando tentam dar lição de moral, como se todas as pessoas que não estão nem aí para o problema dos desdentados do sudão fossem uns idiotas. se o ratm se limitasse a detonar sua ótima mistura de heavy, industrialismo e rap, teria sido uma experiência memorável. mas não, a banda tem que mostrar a que veio, afinal na platéia estão os lindberghs farias da vida. "vamos nos unir e acabar com a miséria! vamos tirar nossas tropas da somália!", gritava o vocalista zach de la rocha, para uma platéia que achava que somália era uma doença contagiosa. 
como esperado, o panfletarismo deu certo e a galera delirou. como o nine inch nails e henry rollins, em 91, e o ministry, no ano passado, o rage against the machine foi o campeão do ano.
mas só para o resto do público. se eu tivesse que votar, seria babes in toyland na cabeça. o trio de meninas sofreu com o tamanho babilônico do palco, mas deu o recado com raiva. nota oito.
depois foi a vez da palhaçada do século, o front 242. até que eu respeitava os caras. nunca deu para curtir muito o som, mas o visual parecia cool, bem típico de cidades industrializadas da europa. mas deu uma louca nas figuras e eles subiram ao palco parecendo o village people, com uns shortinhos de chacrete enfiados no okotô e presença de palco aeróbica. me lembrou o verão vivo do luciano do valle, com um monte de musculosos dançando no palco e milhares de seres estupefatos em volta. pelo menos foi engraçado.
a banda seguinte, arrested development, agradou. o vocalista speech, entre um e outro discurso sobre união das raças e amor entre irmãos, soltou os hits tennessee e people everyday e a galera deixou cair. o bole-bole, o telecoteco e o balacobaco tomaram conta do lugar.
a alegria contagiante do show do arrested não se repetiu durante a apresentação do fishbone. apesar de sua música suingada, ideal para levantar a massa, o som embolado atrapalhou, e ninguém se ligou muito. o grupo bem que tentou incentivar, dando uns stage-dives acrobáticos, mas não adiantou.
agora, chato mesmo foi o dinosaur jr. a banda tem uma presença de palco digna do garoto da bolha de plástico e não fala um oi para a platéia. em um lugar menor tudo bem, mas no lollapalooza foi um desastre.
o alice in chains foi o oposto do dinosaur jr.: os caras estão acostumados a tocar em estádios e sabem comandar a massa. tocaram com competência e deixaram os metaleiros em êxtase. 
o final foi um cubo de gelo: o primus, inexplicavelmente escalado para fechar o festival (dizem que o alice in chains é que deveria fechar, mas não quis), fez um show que foi uma exibição inútil de virtuosismo. tudo bem, o baixista les claypool é realmente o rei da cocada preta, toca um instrumento de 45 cordas com a velocidade do speed racer, é uma brasa. mas lugar de fenômeno é no "acredite se quiser". no palco, eles tem que ser energéticos, tocar com vontade, sacudir o povão. e não fizeram nada disso. ainda tiveram a petulância de tocar um cover do ministry, "thieves", que deixou o baixista paul barker (por coincidência minha carona de volta à cidade) revoltado. ele ficou tão possesso que quis sair antes do bis. acho que não perdemos muito.

zzzzzz.

Monday, December 05, 2011

#38 - extremo leste - periferia zl

acompanhe. até a data de hoje, a cidade de são paulo está dividida em 31 subprefeituras, e estas em distritos, somando 96 subdivisões. temos feito bastante rolês pela região administrada pela subprefeitura de são miguel paulista, mas especificamente pelo distrito do jardim helena. além da estação da cptm jardim helena/vila mara, o distrito possui as estações itaim paulista (foto acima) e jardim romano. mas somente a parte norte dessas estações, pois a parte sul pertence ao distrito de itaim paulista. confuso, não? não bastasse a confusão, é senso comum dos moradores acharem que a parte do extremo leste do distrito do jardim helena, formada pelos bairros jardim romano, vila itaim e jardim aimoré, acharem que esses três bairros fazem parte do distrito de itaim paulista. acabou aí? não, os moradores da parte oeste do distrito do jardim helena, formada pelos bairros vila mara e parque paulistano, acham que os mesmos fazem parte do distrito de são miguel paulista. enfim, fato é que todos esses bairros tem uma coisa em comum: são margeados pelo rio tietê, bem onde o rio faz uma curva enorme, e quando chove, principalmente as chuvas de início de ano, são castigados pelas águas que invadem. são cenas surpreendentes. no jardim romano, por exemplo, há um trecho frequentemente referenciado como jardim pantanal, região de várzea do rio tietê, e todos devem se lembrar que no final de 2009 e começo de 2010 a região chegou a ficar 1 mês alagada.
sem saber explicar o motivo pelo qual eu acho a urbe fascinante, principalmente a zona leste, é muito natural que procure me informar sobre as coisas que acontecem nesses bairros. há muito tempo que queria conhecer mais a fundo a região, e os rolês de bike com os amigos tem feito essa busca mais interessante. pra quem se interessa, um bom jeito de começar a conhecer essa parte da zona leste é uma visita à capela dos índios, na praça padre aleixo monteiro mafra, ou como todos a conhecem, praça do forró. também tem a fazenda biacica, marco da colonização na região, além da companhia nitroquímica brasileira, empresa do grupo votorantim, que se estabeleceu lá em 1932 gerando uma forte migração, principalmente de nordestinos, e foi um fator fundamental para o "desenvolvimento" da região. bom, o rio tietê que o diga.