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| BR-230 - Chapada das Mesas |
A Rodovia Transamazônica (BR-230), é a terceira maior rodovia do país. Foi projetada durante a ditadura militar e é considerada uma obra faraônica devido a suas proporções gigantescas. Tem um trecho no Pará e no Amazonas que não é pavimentada. Na época da construção, os trabalhadores ficavam completamente isolados e sem comunicação por meses. Por não ser pavimentada nessa região, o trânsito é impraticável na época de chuvas, entre outubro e março. É bem nessa época que cá estou. Mas comecei minha aventura por ela em trechos bem melhores. Como alguns dizem: um tapete! De Imperatriz descendo pra Carolina, num trecho lindo, cortando a Chapada das Mesas. Ainda bem que fiz esse trecho durante o dia e pude ver a exuberância da Chapada mesmo antes de fazer meus passeios por ela. Carolina é uma cidade bem calma e cheia de bikes. Aliás, bike é o que não falta nessas cidades por onde tenho passado. É uma grande pena que na medida que o pessoal vai conseguindo dinheiro, vão trocando as bikes por motos. A quantidade de motos que tenho visto, mesmo em cidades planas de 10 mil habitantes, é um absurdo. A poluição sonora é horrível. Mas Carolina e Riachão, ainda no Maranhão e na Chapadas das Mesas, conservam aquela calma e silêncio de cidade pequena. Ambas com cerca de 30 mil habitantes, no máximo. Carolina é banhada pelo Rio Tocantins e é linda! De Carolina até Riachão leva mais ou menos 40 minutos. Consegui uma carona na estrada e consegui uma pousada bem na beira da Transamazônica. De lá fiz passeios por cachoeiras lindas da região, também de carona. É bem fácil pegar uma carona por essas bandas. Fui de moto num trecho de 30km, só na terra. Que minha mãe não saiba disso. Ainda pela BR-230, saí do estado do Maranhão e cruzei pro Piauí, parando na cidade de Floriano. Foi uma viagem longa de ônibus, parando em todas as cidadezinhas do caminho. 8 horas num trecho de quase 300km, mas era a única opção. O motorista era uma figura. Brincava com todos, cumprimentava todas as pessoas nos guichês das rodoviárias e sempre estava rindo e fazendo piadas. Em cada cidade que parávamos, ela anunciava com aquela voz de narrador de rodeio, fazendo algum comentário da cidade. E foi em Floriano, depois do anúncio "cidade de Floriano! Quem tem coragem?" que desembarquei. Só precisei de poucos minutos pra entender o anúncio. Essa te conto depois.

Ôa! Saudações Sandre!
ReplyDeleteDemorei pra perceber que já tinha começado aquele mochilão que tinha comentado que faria, que da hora mano! Estamos acompanhando tudo por aqui! Força e muita luz na caminhada por esse mundão!
;)